Na madrugada de ontem, o compartimento de uma residência foi tomado pelas chamas na Travessa Angustura, entre as ruas Nova e Antônio Everdosa, bairro da Pedreira, em Belém. De acordo com informações de moradores do local, a casa estava vazia no momento em que o fogo começou. Para um familiar, o incêndio pode ter sido criminoso, pois segundo ele, uma porta estava com sinais de arrombamento. Ninguém ficou ferido.
O segurança Vancarlo Oliveira Carvalho, 36, mora em uma casa nos fundos do imóvel atingido, que é propriedade de uma tia. Ele contou o fato à proprietária da residência, que está há pelo menos quinze dias viajando para a Ilha de Cotijuba. Vancarlo relatou que, depois que chegou do trabalho, percebeu estalos que poderiam ser de objetos que já estavam queimando no interior da casa.
“Eu cheguei do trabalho entrei em casa e ouvi estalos vindo daí da (outra) casa, mas não senti cheiro de queimado, nem nada. Depois de algum tempo, meu primo começou a jogar água pra o alto da casa e gritou, dizendo que a casa da minha tia estava pegando fogo. Os vizinhos perceberam a situação e nos ajudaram com baldes d’água, mas como o fogo ficou muito alto, chamamos os bombeiros. Eles não demoraram a chegar e controlaram rapidamente a situação”, falou.
Um caminhão do Corpo de Bombeiros foi deslocado para impedir que as chamas destruíssem o restante da residência. O subtenente Antônio Carlos, do Corpo de Bombeiros, disse que o fogo se alastrou rapidamente pelo quarto da propriedade devido ao forro de PVC.
“Fomos acionados às 3h e percebemos que o fogo foi se alastrando pelo forro PVC, material de plástico que em contato com o fogo é altamente perigoso. Os objetos do quarto da casa ficaram destruídos, pois o fogo se espalhou rápido pelo teto, atingindo parte da cozinha. As paredes do quarto foram muito queimadas e correm risco de desabar”, disse.
Seria crime?
De acordo com outro sobrinho da proprietária da casa, o segurança Alex dos Santos Souza, 37, o incêndio pode ter sido criminoso. “Eu acredito que este incêndio pode ter sido provocado por alguém, porque eu vi a porta da cozinha aberta, nos fundos da casa. Não sei se alguém entrou lá e fez isso. Não tem ninguém aí. Minha tia está viajando”, falou.
Sobre a possibilidade apontada por Alex, o subtenente Antônio Carlos explicou que só após a perícia no local será possível apontar se houve ou não crime. “Nossos peritos irão realizar uma perícia na residência. Só após esta perícia que poderemos dizer as causas do incêndio. Os resultados do laudo sairão dentro de trinta dias”, estima.
(Diário do Pará)
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