A rua Waldemar Oliveira, no bairro do Barro Branco, em Outeiro, amanheceu ontem, com um odor diferente. Um mal-cheio insuportável, que invadia casas e atordoava quem passava na via. A vizinhança logo passou a procurar de onde vinha a fedentina.
Foi o morador local José Oliveira e Silva, 67 anos, quem encontrou o foco do mal-cheiro. Vinha do interior de um poço abandonado no quintal ao lado de sua casa. Urubus, inclusive, já pousavam as proximidades.
A vizinhança toda correu para a borda do poço, querendo saber o que haveria lá dentro, no fundo, com mais de 20 metros de profundidade.
Logo, várias especulações começaram a surgir. É que crianças que passavam o mês de férias em casas de parentes, brincaram no domingo passado no quintal, empinando pipas etc.
Logo apareceu uma senhora chamada “Mariana”, dizendo que ouvira comentários de que um rapaz, envolvido com o tráfico de drogas, estaria desaparecido. Diante da dificuldade para se saber o que estaria dentro do poço, e a suspeita de que seria uma criança ou mesmo um adulto, morto lá dentro, José Oliveira ligou para o fone 190, do Ciop, e chamou a polícia.
Logo, duas guarnições da PM compareceram e os soldados também encontraram dificuldades para saber o que estaria no fundo do poço.
Por isso, os PMs resolveram pedir ajuda para o Corpo de Bombeiros, destacando a possibilidade de que um ser humano pudesse estar mesmo morto dentro do poço.
Em poucos minutos do chamado, uma equipe de busca e salvamento do Corpo de Bombeiros, com equipamento especial, e levando o soldado Jailson, especializado em operações especiais, foi esclarecer o que havia no poço.
Usando uma bala de oxigênio, para prevenir a possível presença de gás metano no poço, que é nocivo à saúde, e muita disposição, Jailson desceu ao interior do poço. Em um minuto e meio apenas ele disse a todos o que estava dentro do poço: era um cavalo.
QUINTAL
Segundo a vizinhança, realmente, dois cavalos sem arreios ou algo que os dominasse foram vistos trotando nos quintais. Como o poço não tem qualquer tipo de amparo, um dos animais acabou caindo lá dentro e morrendo.
O soldado Jailson disse ainda que o cavalo estava com muito barro por cima e que retirá-lo de lá seria uma operação demorada e que alguns recursos caros de remoção teriam que ser usados.
Assim, o sub-tenente William, que comandava a operação, disse aos moradores, que pelo risco de que um ser humano acabasse caindo no tal poço sem amparo nas bordas, seria melhor entupí-lo, sepultando o cavalo lá dentro.
Assim acabou a história do cavalo que caiu no poço, do Outeiro.
(Diário do Pará)
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