Inconformado com o rompimento de um relacionamento que durou cerca de dois anos, o foragido do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) Marcelo Souza Queiroz, 21, teria ameaçado de morte a ex-companheira, Marcilene Vasconcelos Madeira, 24 anos, em Marabá.
As ameaças e pressões teriam como objetivo forçar a mulher a reatar o relacionamento que foi interrompido por conta da prisão do acusado, em novembro do ano passado, ocasião em que foi acusado de tráfico de drogas, na Folha 33, onde mora.
Marcilene Madeira contou à imprensa ontem pela manhã que saiu da casa dela, na Folha 33, Quadra 11, Lote 23, Nova Marabá para o trabalho numa empresa de marmoraria na Transamazônica e no trajeto o acusado a acompanhou e fez sérias ameaças de morte caso ela não reatasse o namoro.
“No momento em que estava sendo ameaçada, por volta das 8 da manhã, uma viatura que presta serviço ao comando do 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM) passava pela marginal da rodovia Transamazônica e pedi socorro”, contou ela.
Contudo, o acusado “deu no pé”, tentou fugir se embrenhando em becos e pântanos da Folha 33, área onde é retirada argila para o fabrico de tijolos.
Ele quase conseguiu fugir da Polícia, mas a persistência do soldado Passos resultou na prisão dentro de um buraco. O soldado, de tão enlameado, não pode apresentar o acusado na 21ª Seccional Urbana da Nova Marabá e teve de ir em casa trocar de roupa.
Muito papo
Quando chegou na delegacia, o acusado, segundo o que contaram os policiais, demonstrava ousadia e até chegou a desafiar os PMs que estavam fazendo a apresentação, dizendo que três advogados iriam tirá-lo da cadeia.
A dona de casa Marcilene Madeira confirmou ao delegado Timóteo Oliveira as agressões e ameaças e o acusado ficou de ser indiciado por violência doméstica.
(Diário do Pará)
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