Agentes prisionais acabaram, na manhã de ontem, com a farra dos detentos do Centro de Recuperação de Castanhal (CRCAST). Os presos foram flagrados consumindo e comercializando entorpecentes. Com os internos foram encontrados listas com os nomes dos presos que compravam e deviam os “colegas” do tráfico.
A descoberta do tráfico de drogas dentro do bloco I aconteceu depois que os agentes suspeitaram da atitude dos internos. Após uma revista, os servidores encontraram na cela 3, que fica na ala C, dez papelotes de maconha, dois tabletes da erva e duas pedras de oxi, além de R$ 70,00 provenientes da venda dos entorpecentes e dois aparelhos celulares.
REVISTA
Os presos que moram na cela foram revistados e três suspeitos foram encaminhados à delegacia do centro da cidade. Cândido de Sousa Araújo, Antônio Diego Ferreira da Silva e Eduardo Pinto Costa foram responsabilizados pelo comércio ilícito na casa penal.
No entanto, ao serem ouvidos pelo delegado Paulo Henrique, apenas Antônio Diego, que responde pelos crimes de formação de quadrilha e assalto, assumiu ser dono da droga. “O preso assumiu ser responsável pelo tráfico dentro do bloco I, mas sabemos que ele pode estar querendo defender ou encobrir algum colega de cela”, disse o delegado.
Segundo ainda a Polícia Civil, a descoberta de drogas passou a ser rotina no Centro de Recuperação de Castanhal, já que há três meses a direção vem trabalhando duro para acabar com a mordomia e crimes dentro da casa penal.
“Nós temos um interventor, Ringo Alex, que assumiu a direção e está fazendo um grande trabalho com sua equipe. A descoberta de drogas e celulares ficou mais corriqueira. Se o detento está preso é para ressocialização e dessa maneira é inútil a recuperação”, disse Paulo Henrique.
LISTA COM NOMES
O que mais surpreendeu a Polícia Civil foi como os presos traficavam dentro da cadeia. Os internos tinham uma lista com os nomes dos endividados. A droga era vendida nos valores de R$ 5,00 e R$ 10,00. Na frente de cada nome, havia a quantidade de vezes que o “cliente” comprava droga. “Assim como do lado de fora, eles mantêm o controle da venda dessa maneira e quem não paga, acaba sendo espancado ou desce pro seguro”, disse Paulo Henrique.
Agora as investigações são para saber como a droga e os aparelhos celulares entraram na casa penal. “Se for configurado como esses objetos e a droga entraram na cadeia, será feita uma infração administrativa.
Possivelmente o material foi deixado com os presos durante a visita e passou despercebido pelos agentes. Os donos serão autuados. Já Antônio Diego, além de responder pelo seu crime, terá mais uma acusação nas costas que é tráfico de drogas”, concluiu Paulo Henrique.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar