Na noite do último domingo, o agricultor identificado por José Ribamar, 50, foi morto com um tiro à queima-roupa, no Ramal do Couto, localizado na comunidade Santa Maria da Maravilha, no município de Santa Izabel. Segundo moradores da comunidade, uma briga entre o agricultor e o caseiro de um sítio, que seria o principal suspeito identificado pelo prenome “Miguel”, pode ter motivado o crime.
De acordo com o cabo PM Marcelo da viatura 8222, da 23ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), a vítima foi alvo de uma tocaia.
“Informações dos poucos moradores do local apontam que o autor do disparo estava esperando por ele aqui neste canto. Fomos acionados quase duas horas depois do crime. Fizemos incursões pela área, mas por ser um local de difícil acesso, tem muitos ramais por dentro do mato, facilitando a fuga e dificultando a prisão do suspeito”, falou.
Os moradores da comunidade que foram ao local contaram que José Ribamar estava sendo ameaçado após uma suposta brincadeira que fazia com o principal suspeito do crime.
“Eles eram amigos. Bebiam juntos aqui no bar. Mas há uns dias o José começou a falar que iria contar para o patrão do ‘Miguel’ que ele não estava indo para o trabalho. Acho que o ‘Miguel’ pensou que era verdade e chegaram a discutir sobre isso. O pessoal disse que ele ficou esperando o José aqui no canto. Quando ele passou, deu um tiro e fugiu. O José era um homem trabalhador, agricultor, também vendia tucupi no centro de Benevides. É muito triste. Ele foi morto até com a roupa de trabalho”, lamentou um conhecido da vítima.
DIFÍCIL ACESSO
A estrada que dá acesso ao local do crime é bastante sinuosa, de terra batida, cheia de buracos, sem qualquer iluminação e sinalização. A comunidade fica a 27 quilômetros do centro de Santa Izabel e 14 quilômetros do município de Benevides, zona rural que interliga os municípios. Com muita dificuldade a polícia e a imprensa chegaram no local do crime.Para chegarmos, nossa equipe de reportagem contou com o apoio de uma viatura da Polícia Militar da 23ª Aisp que também guiou na ida e na volta o veículo dos peritos de Local de Crime do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e do serviço de remoção do Instituto Médico Legal (IML).
(Diário do Pará)
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