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POLÍCIA

PMs acusados de extorsão serão ouvidos amanhã

Dois policiais militares acusados de extorsão e tentativa de forjar provas contra dois civis serão novamente ouvidos pelo promotor de Justiça militar Armando Brasil, a partir das 9h desta quinta-feira (9). No dia 17 de abril, o sargento da Polícia Milita

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Dois policiais militares acusados de extorsão e tentativa de forjar provas contra dois civis serão novamente ouvidos pelo promotor de Justiça militar Armando Brasil, a partir das 9h desta quinta-feira (9).

No dia 17 de abril, o sargento da Polícia Militar José Roberto Soares de Araújo e o cabo Cláudio Augusto de Souza Cabral estavam em patrulha pela avenida Júlio César, perto do aeroporto de Belém, no bairro de Val de Cans, quando abordaram o veículo onde estavam o assessor jurídico Heraldo Barros de Oliveira e seu amigo Ronmonik Fonseca Damasceno.

Os policiais pediram para revistar o carro e, segundo relatos das vítimas, como não encontraram irregularidades levaram os civis em um camburão para um posto de gasolina e pediram a quantia de R$ 10 mil para não forjar provas contra os dois. Contudo, os civis não tinham dinheiro para pagar o valor na hora e um novo encontro foi marcado em frente ao quartel do batalhão do bairro do Benguí, onde o sargento e o cabo foram flagrados durante a tentativa de extorsão.

Os militares forjaram um suposto flagrante de tráfico de drogas para poder cobrar a propina e, apesar de terem sido presos em flagrante pela Corregedoria da PM e da Polícia Civil, negaram que tenham cometido o delito.

Na primeira vez em que foi ouvido pela Justiça Militar, o sargento Araújo negou ter cometido qualquer delito. Em depoimento, disse que fez o procedimento normal de abordagem em veículos considerados suspeitos. O promotor de Justiça Armando Brasil questionou porque durante a abordagem o oficial não contatou o Centro Integrado de Operações, via rádio, para informar a placa do veículo e saber se tinha alguma irregularidade. O acusado não soube responder e confirmou que não acionou o Ciop.

Depois dele, o cabo PM também negou as acusações. Disse em depoimento que a pistola .40 encontrada em seu carro particular é dele há cerca de quatro anos. Sobre o dinheiro encontrado, justificou que em dias de folgas presta serviços de segurança para uma farmácia de manipulação. “A gente considerou o carro suspeito porque quando eles passaram pela viatura, na Júlio César, o carona levantou o vidro rapidamente”, tentou esclarecer.

Para o promotor Armando Brasil não há dúvidas sobre má conduta dos policiais. “É estranho que eles não souberam explicar a origem da arma de fogo encontrada no carro do cabo Cabral. É mais estranho ainda que ele, policial, não tenha o porte de arma. Ao que tudo indica essa arma é usada para cometer este delito sempre”, levantou o promotor. O promotor pediu a pena máxima pelo crime de Concussão (nomenclatura dada aos servidores públicos que praticam extorsão) para os policiais militares.

De acordo com a denúncia, o sargento Araújo foi quem comandou as negociações para a extorsão dos civis. Segundo os depoimentos de Heraldo e Ronmonik, eles foram algemados e colocados dentro da viatura, levados para o posto de gasolina abandonado. “A gente ficou lá por cerca de uma hora e só depois foi que o cabo chegou com o meu carro, mostrando um pacote de droga e uma arma”, contou Heraldo. “Ele já chegou dizendo que era nossa! O sargento ameaçou que se não déssemos R$ 10 mil para eles, iriam nos prender em flagrante”, frisou a vítima. (DOL, com informações do Diário do Pará)

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