A comunidade de Aurora do Pará que anteontem apedrejou, berrou e quis fazer justiça com as próprias mãos em frente à delegacia da cidade, cheia de ódio no coração, depois de descobrir que Marilene Moreira de Souza, 44 anos, assassinou gratuitamente Vitor Junior Santos dos Santos, de apenas seis anos, ontem chorou durante o enterro da criança e o último adeus dado no cemitério municipal da cidade.
Na memória da mãe, Maria de Fátima Pereira dos Santos, 26 anos, ainda pairavam as últimas lembranças da fatídica terça-feira, em que foi à escola para uma reunião que não houve e, ao voltar para casa, não encontrou o filho. “Minha filha me falou que o Vitor tinha sido cortado, então corri pro hospital. Quando cheguei lá, não quiseram me dizer o que ele tinha. Estranhei o silêncio. Até que veio o médico e eu perguntei se meu filho estava bem e ele disse que não. Eu só dei um grito”, recordou.
Dona Maria disse ainda que o médico foi bastante ríspido depois do grito.
“Ou a senhora se controla ou não conto mais”, teria dito. O pai, que trabalhava enquanto o filho foi assassinado, era o mais desesperado. Chorando “como uma criança”, ele lamentava ter que enterrar o filho sem antes poder vê-lo crescer e concluir os estudos.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar