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POLÍCIA

Homem é morto por não pagar dívida com traficantes

Um crime com possíveis indícios de ‘acerto de contas’, segundo a polícia, assustou moradores da comunidade Bairro Novo, no município de Marituba. No início da manhã de ontem, o desempregado Nonato Ferreira Cunha, 47 anos, foi morto a pauladas dentro da pr

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Um crime com possíveis indícios de ‘acerto de contas’, segundo a polícia, assustou moradores da comunidade Bairro Novo, no município de Marituba. No início da manhã de ontem, o desempregado Nonato Ferreira Cunha, 47 anos, foi morto a pauladas dentro da própria casa, localizada na rua São Francisco, próximo a primeira rua do bairro. De acordo com os vizinhos, a vítima tinha envolvimento com o tráfico de drogas e frequentemente comercializava os entorpecentes no próprio local onde ocorreu o homicídio.

“Com as informações levantadas na área, tudo leva a crer que foi mais um homicídio motivado por ‘acerto de contas’ ligado ao tráfico. Pois, segundo os próprios familiares da vítima, ele já tinha sofrido um atentado no mês de junho, quando quebraram a perna dele e prometeram que o iriam matar em breve. Portanto, tudo foi premeditado”, relatou o cabo PM Elias Filho, da 22ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp).

“O Nato (Nonato) era uma pessoa muito querida na nossa comunidade, mas todo mundo aqui sabia do envolvimento dele com as drogas. Não é novidade para ninguém dizer que ele vendia e se drogava na frente da própria casa e em plena luz do dia”, revelou uma vizinha da vítima, que prefere manter o anonimato.

A denúncia dos moradores da área foi confirmada por uma sobrinha de Nonato. Segundo ela, o desempregado morava sozinho e evitava falar da vida pessoal com os familiares. “Desde que ele começou a se afundar cada vez mais nas drogas, ele abandou a família. Deixou filhos, esposa, todo mundo, para viver unicamente do vício. É uma tristeza, a gente dizer isso, mas infelizmente, a família já esperava ver ele morto dessa forma brutal. É uma pena, mas foi ele mesmo que escolheu esse caminho”, desabafou a sobrinha da vítima.

No pequeno imóvel de quatro cômodos onde Nonato morava, uma rede estendida no chão era o único objeto da casa. “O que mais se vê aqui é bituca de cigarro, fora isso mais nada. Ou seja, o retrato da total decadência causada pelo vício das drogas”, relatou a delegada Cristina Esteves, responsável pela equipes de policiais civis da Divisão de Homicídios que esteve no local.

Segundo ela, ainda é cedo para fazer qualquer afirmação sobre o crime, mas a hipótese de ‘acerto de contas’ é a mais provável. “Nós ainda estamos em fase de levantamento das investigações, portanto, nesse momento, nada pode ser afirmado. O que a gente sabe até agora é que a vítima era viciada e que, provavelmente, foi morta por uma pessoa conhecida, pois não há indícios de arrombamento na porta. Ou seja, tudo indica que o autor ou autores do crime entraram na casa pela porta da frente”, afirmou a delegada.

O caso foi registrado na Seccional Urbana de Marituba.

(Diário do Pará)

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