O mau cheiro incomodou, mas mesmo assim não conseguiu afastar curiosos de observarem o corpo de Raimundo Souza Diniz, conhecido como “Baixinho”, de idade desconhecida, de dentro do casebre aonde morou alguns anos, na rua Antônio Conselheiro, conjunto Carlos Marighela, no bairro do Aurá em Ananindeua. Apesar da desconfiança de ter sido morte natural, a Divisão de Homicídios e peritos do Instituto Renato Chaves estiveram no local para apurar tudo como se deve.
Baixinho era natural de Pixeirinho, Ceará, como ele mesmo costumava contar aos amigos. Ele tomava conta de um terreno em troca de alguns favores, como cesta básica. Segundo vizinhos, ele costumava beber quase diariamente. Entretanto, apesar de aparentemente ser bem quisto por algumas pessoas, ele corre o risco de ser enterrado como indigente caso alguns parentes ou pessoas com documentos não compareçam ao Instituto Médico Legal para se responsabilizar pelo corpo.
“Nós não podemos simplesmente liberar um corpo porque alguém diz que é fulano. O corpo dele já está muito decomposto, e isso dificulta as coisas”, explicava a investigadora Gilvanda a um vizinho que se preocupava com a última despedida ao vizinho falecido. Outros chegaram a se revoltar com o dono do terreno, que seria uma pessoa que não prestava a devida assistência ao funcionário. O caso fio registrado na Seccional de Ananindeua.
(Diário do Pará)
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