Um mistério. Elton Luciano Santos de Souza, 27 anos, foi encontrado morto na manhã de ontem golpeado a paulada e várias facadas dentro da casa onde dividia com um amigo, na passagem União, loteamento Jerusalém, no bairro Santana do Aurá, em Ananindeua. O motivo seria uma briga e o principal suspeito é o próprio amigo, de prenome Francisco, mais conhecido como “Frank” ou “Cascão”, que seria catador de lixo no Aurá.
Objetos revirados e marcas de sangue pelo chão e na parede do casebre, dão indícios que antes de ser morto, a vítima teria lutado com o assassino, na tentativa de se defender e fugir do atentado.
Mas de acordo com informações dos peritos da Divisão de Homicídios, o inchaço na cabeça de Elton, seria de uma paulada que a vítima levou, além das marcas de várias facadas encontradas no corpo da vítima. A arma do crime não foi localizada pelos investigadores que estiveram no local.
O CRIME
Segundo informações repassas pelo cabo Menezes, do motopatrulhamento da 19ª Área Integrada de Segurança Pública (AISP), do 6º Batalhão da Polícia Militar, que recebeu a denúncia do Centro Integrado de Operações (CIOP), o empregado de uma estância teria sido encontrado morto durante a manhã pelo próprio pai, mas que o crime aconteceu pela madrugada.
“Assim que recebemos o comunicado do CIOP, verificamos que na residência havia o cadáver”, disse. “O que podemos apurar foi que a vítima estaria bebendo com o amigo que dividia a casa ontem (anteontem) a noite, mas a vizinhança não escutou nada”, completou.
A vizinha, Berenice Santos Barbosa, contou à reportagem do DIÁRIO que durante a noite de anteontem, os dois bebiam juntos dentro da residência. “Logo cedo, eu ainda falei com eles. Eles estavam brincando aqui com a gente. Mas depois das 22h fomos nos deitar. Geralmente a minha cachorra quando ouve alguma coisa ela fica logo agitada, principalmente com eles. Mas não ouvimos nada. Se aconteceu, foi depois da meia-noite, quando todos já estavam dormindo”, detalhou.
“Ele era como um filho para mim. Era um rapaz trabalhador e morava aproximadamente com esse amigo, que era catador de lixo, no lixão do Aurá, cinco meses. Eles eram muito amigos, sempre se ajudavam, contudo, não sei se ambos tem algum problema com a polícia”, acrescentou.
“REVANCHE”
Mesmo com a amizade entre a vítima e o suspeito, aparentemente, nada poderia ter provocado a ira em “Frank”. Entretanto, o pai de Elton, Amador Cruz de Souza, no dia anterior ao crime, o filho teria discutido com o amigo, o ameaçado com uma faca e ainda ferido o braço de “Frank”.
“Eles se desentenderam durante a tarde. Elton já queria puxar a faca, como já tinha feito outra vez, para furar ‘Frank’. Foi quando eu chamei o amigo e disse para ficar em casa até o outro dia. Já fiquei sabendo que depois eles voltaram para cá e continuaram bebendo. Hoje (ontem) vim aqui, a porta ‘tava’ trancada e ao empurrar encontrei ele morto”, afirmou Amador. Para a polícia, a hipótese de uma desavença com “Frank” não pode ser descartada.
O pai da vítima e a ex-companheira do suspeito foram encaminhados para a Divisão de Homicídios onde revelariam características do Frank a fim de ser criado um retrato falado dele. “Mais cedo ou mais tarde ele vai ter que aparecer. Ele trabalha, tem mulher e filhos”, disse a delegada Cláudia Guedes, da Divisão de Homicídios.
Os policiais pedem a quem souber informações sobre “Cascão” que denuncie pelo disque-denúncia (181). Segundo vizinhos, Elton era funcionário de uma estância de madeira e materiais de construção lá mesmo no Aurá. Foi ele quem chamou “Cascão” para morar em sua casa, já que o amigo passava por dificuldades e não tinha sequer onde dormir.
Elton estava separado da mulher, mas ajudava os filhos que tinha com ela. Ele iria levar um dos filhos ao médico ontem. Sua família estava revoltada com o crime. (Com informações de Amaury Silveira)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar