Policiais civis da Seccional Urbana de Marituba vão investigar as circunstâncias que levaram a morte de Moisés Campos Morais, paraense, solteiro, de 54 anos, que residia na rua Manoel Oliveira, no centro de Marituba, baleado na madrugada desta sexta-feira (17), e que acabou evoluindo ao estado de óbito quando chegou ao Hospital Metropolitano.
O registro do homicídio foi feito na Delegacia de Crimes Violentos, que fica em anexo ao Hospital Metropolitano, por Keicikely Carvalho, informando ao policial de plantão que Moisés Campos Morais fora baleado na rua Antônio Bezerra Falcão, em Marituba, não acrescentando mais informações que pudessem levar a polícia à identificação do assassino.
As poucas informações levantadas pelo Diário na Seccional Urbana de Marituba dão conta que Moisés Campos Morais estava se divertindo no bar La Bodeguita, na rua Antônio Bezerra Falcão, quando acabou baleado na cabeça por um desconhecido.
Com o mesmo “modus operandis” dos muitos crimes ocorridos na Região Metropolitana de Belém, os matadores chegaram com os rostos escondidos em capacetes em uma motocicleta, tendo o homem que estava de carona sacado uma arma e efetuado os disparos fatais na vítima e, em seguida, fugiram para local ignorado.
Moisés Campos Morais, mesmo ferido, ainda chegou a ser socorrido por uma ambulância do Serviço Samu 192 e encaminhado ao Hospital Metropolitano, no entanto, meia hora depois de dar entrada naquela casa de saúde teve o quadro agravado e morreu, sendo o corpo removido para o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, para submissão de exame necroscópico.
Mas alguns detalhes neste crime chamam a atenção da reportagem. Na Seccional de Marituba foi apresentada uma carteira que dava a função de investigador de Polícia Civil a vítima, sendo que não consta nos registros funcionais o assunto de Moisés Campos Morais.
A diretora da Seccional de Marituba, delegada Dilcinéia Batista, observou que a falsificação da carteira policial encontrada com a vítima é muito grosseira, mas pelas condições encontradas ele a utilizava há muito tempo, uma vez que o pseudo registro de sua ascensão ao cargo data de 1987.
Quando fechávamos esta edição chegou uma informação de uma testemunha dando conta que Moisés Campos Morais se passava por policial civil em Marituba, Decouville e Benevides.
(Diário do Pará)
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