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POLÍCIA

Oficial da PM sofre atentado a tiros no Jurunas

Ninguém esta a salvo de uma atitude criminosa. Os bandidos não escolhem raça, credo, posição social e muito menos respeitam as autoridades que têm a missão de zelar pela segurança da população e agora ainda por cima de tudo cuidar da sua própria segurança

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Ninguém esta a salvo de uma atitude criminosa. Os bandidos não escolhem raça, credo, posição social e muito menos respeitam as autoridades que têm a missão de zelar pela segurança da população e agora ainda por cima de tudo cuidar da sua própria segurança.

Neste final de semana um trio de assaltantes invadiu um kit-net onde morava um tenente coronel da Polícia Militar, localizado na rua Tupinambás esquina da rua São Miguel, no bairro do Jurunas, com o firme propósito de executá-lo e a missão criminosa só não se concretizou porque o tiro atingiu de raspão a cabeça do oficial da PM.

O tenente coronel Rui Guilherme Lacerda, lotado no Comando Geral da PM, tinha chegado ao local e após deixar o carro estacionado em frente ao prédio subiu para o kit-net, deixando a porta aberta quando foi surpreendido por três homens sendo um armados.

Segundo as investigações da Divisão de Homicídios, com o delegado Lenoir Cunha, que estava no local do crime acompanhado de uma equipe de investigadores, os disparos dentro do pequeno cômodo deixaram marcas e cápsulas deflagradas.

Os três homens chegaram ao kit-net em uma motocicleta e uma bicicleta e subiram para o andar do kit-net, travando um curto diálogo com o oficial, que revidou a ação criminosa quando foi ferido na cabeça por um disparo à queima-roupa.

Percebendo a situação e sabedores que os disparos chamariam atenção, na fuga os três homens caíram de uma escada de três metros e saíram correndo rumo à travessa Quintino Bocaiuva, sendo perseguidos pelo tenente coronel Lacerda, que mesmo ferido pegou um táxi e seguiu os marginais.

Uma testemunha disse ao Diário que o policial chegou a ficar com os bandidos na linha de tiro em um beco na Quintino, mas o armamento do policial teria falhado e, por conta disso, ele acionou o Ciop e foi de táxi para um hospital particular.

O DIÁRIO acompanhou com exclusividade a chegada do oficial na clínica bem como teve acesso ao local onde os bandidos encurralaram a vítima e ainda acompanhou, por várias horas, as buscas aos criminosos por equipes da Rotam, viaturas da área e policiais civis da Divisão de Homicídios.

A motocicleta foi apreendida e levada para a Seccional de São Brás e as imagens de uma câmera de segurança do Ciop instalada na esquina da São Miguel com a Tupinambás revelou dados importantes e os três elementos já estão identificados.

As investigações prosseguem e nenhuma hipótese será descartada pela Polícia Civil. No local algumas versões para o atentado, mas somente com a prisão dos autores será possível definir o que levou o trio a atentar contra a vida do policial. Entre os participantes já está definida a participação de um elemento conhecido como “Filhão”, que trabalha como “matador no Jurunas para um traficante.

(Diário do Pará)

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