No início da madrugada de ontem, por volta de 0h30, Henrique Oliveira de Souza, vulgo “Lourinho”, de 21 anos, foi executado com dois tiros no interior de um bar, localizado na Estrada da Providência, próximo à rotatória do Conjunto Cidade Nova 8, município de Ananindeua, Região Metropolitana de Belém. Segundo informações da polícia, a vítima era viciada em entorpecentes e cometia roubos. Um suspeito foi identificado e está sendo procurado.
Testemunhas informaram para a Polícia Militar que a vítima tentou escapar dos criminosos que o seguiam, buscando refúgio no bar. A tentativa foi frustrada. Ele foi alvejado com dois tiros, sendo um no braço e outro na cabeça, à queima-roupa.
“Ele veio correndo e entrou no bar. Atrás dele, um homem desceu de uma moto, puxou uma arma e disparou duas vezes. O que atirou subiu de volta na moto e fugiu. Na hora foi um desespero. Todo mundo do bar saiu gritando, derrubando mesas, cadeiras e correndo”, disse uma testemunha que não quis se identificar.
Após o homicídio, o cenário do bar era de cacos de garrafas e de copos espalhados pelo piso do estabelecimento. No centro, o corpo de Henrique de Souza ficou estirado. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) ainda foi acionada, na tentativa de salvar a vida de “Lourinho”, mas ele já estava morto.
DESAVENÇA
A motivação do crime, segundo a polícia, pode ter sido uma desavença entre a vítima e um suspeito identificado somente pelo vulgo “Nego Téo”, apontado como autor dos disparos. A antiga briga, segundo familiares teria iniciado em uma ocasião em que “Lourinho” teria dado uma garrafada no suposto assassino. Desde então, as ameaças de morte contra Henrique teriam começado.
Informados sobre o caso, policiais militares da 18º Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), se deslocaram para o bar e isolaram o local do crime.O sargento PM Raimundo Lago, da viatura 8107, falou que a vítima era envolvida com pequenos delitos e era viciada.
“De acordo com informações de familiares e conhecidos do rapaz, ele era viciado em drogas e cometia roubos. A suspeita é que um homem identificado por ‘Nego Téo’ tenha cometido o crime. Vamos fazer incursões para tentar localizá-lo. Todas estas informações serão repassadas para a Polícia Civil, que irá investigar a participação dele ou não no crime”, explicou.
DESESPERO
A mãe de Henrique, Maria Nazaré Ribeiro de Souza, 50, estava desesperada com a morte dele. Ela gritava durante todo tempo e precisou ser amparada por amigos e familiares. Ela afirmou veementemente que quem matou seu filho foi “Nego Téo”.
“O meu filho deu uma garrafada nele (Nego Téo) e desde quando isso aconteceu ele vem sendo ameaçado por esse rapaz. Todo mundo viu que foi ele que matou o meu filho! Eu quero Justiça!”, disse, aos prantos.
Policiais da Divisão de Homicídios, sob o comando da delegada Cláudia Guedes, estiveram no local do crime, levantando informações sobre o caso. A polícia trabalha com hipótese de crime de execução.
Após concluída a perícia no local, o perito criminal Overlan Bastos, do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, encontrou um projétil, que segundo ele, era de um revólver calibre 38. “A vítima foi atingida por dois tiros, sendo um no braço esquerdo e outro na cabeça. Os dois tiros o atravessaram. Encontramos um projétil de revólver calibre 38, mas o outro não foi localizado”, esclareceu.
(Diário do Pará)
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