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Homossexual garante que matou companheiro

terça-feira, 21/08/2012, 01:16 - Atualizado em 21/08/2012, 01:16 - Autor:


 Acostumados a crimes emblemáticos, onde a autoria é revelada após dias de investigações, campanas e escutas telefônicas, os policiais civis da Divisão de Homicídios foram surpreendidos, no final da madrugada de ontem, com a chegada de um rapaz afirmando categoricamente que tinha matado o companheiro a facadas.


Identificado como Rafael Pantoja, o rapaz, vestido com roupas femininas, contou, por três vezes seguidas, para a equipe da delegada Claudia Renata Guedes, que na madrugada de ontem tinha assassinado o seu companheiro, de prenome “Eric”, com vários golpes e depois jogado o corpo na maré do rio Benfica, em Murinim, distrito do município de Benevides.


Com exclusividade, o DIÁRIO conversou com Rafael Pantoja que disse ter 17 anos. Ele contou que estava bebendo com o companheiro quando outro homem passou a se interessar por ele gerando uma agressão por parte de Eric que deu com um terçado nas suas costas provocando uma lesão.


“Eu fiquei com muita raiva e depois de algumas horas convidei o Eric para a gente fazer amor dentro do rio. Quebrei uma garrafa, escondi o gargalo atrás da bermuda e quando descemos a ponte para dentro d’água segurei ele pelo pescoço e furei várias vezes e depois empurrei o corpo na maré” contou chorando Rafael.


Em seguida ele teria andado dois quilômetros até pegar um transporte e chegar até a Delegacia de Benfica e, como não tinha ninguém de plantão, pegou às 5h o primeiro ônibus descendo no Terminal Rodoviário e indo até a Seccional de São Brás para se entregar.


Rafael teria contado a história e, como ninguém o acreditou, saiu rumo ao Mercado de São Brás, onde acabou assaltado por uns mendigos que dormem no chamado “Covão de São Brás”, perdendo o celular. Ao voltar para registrar uma nova ocorrência acabou entrando na Divisão de Homicídios onde contou toda sua “odisseia”.


Imediatamente a delegada Claudia Renata Guedes colocou o “réu confesso” no carro e juntamente com peritos do Instituto de Criminalística se dirigiu até a localidade do Taquara no porto do Adonias onde supostamente Rafael Pantoja teria despachado o corpo.


A riqueza de detalhes contada pelo suposto acusado era de impressionar, mas contradições e pelo menos quatro mentiras foram contabilizadas por nossa equipe de reportagem após a chegada do pseudo acusado na localidade do Taquara em Murinim. 


(Diário do Pará)

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