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POLÍCIA

Homem que teria matado companheiro é solto

Aquela máxima “que sem corpo não há crime” foi aplicada a Rafael Pantoja, de 25 anos, que também disse se chamar artisticamente “Melry Cibelle”, que surpreendeu policiais da Divisão de Homicídios confessando que teria matado o seu companheiro, conhecido a

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Aquela máxima “que sem corpo não há crime” foi aplicada a Rafael Pantoja, de 25 anos, que também disse se chamar artisticamente “Melry Cibelle”, que surpreendeu policiais da Divisão de Homicídios confessando que teria matado o seu companheiro, conhecido apenas por “Eric”, após um desentendimento na localidade do Taquara, em Murinim, distrito de Benevides.

A delegada encarregada do caso Claudia Renata Guedes, da Divisão de Homicídios, esperou até a manhã desta terça-feira (21) uma posição do Corpo de Bombeiros e informações que levassem até o corpo e, como nada se concretizou, instaurou inquérito policial e, após ouvir Rafael Pantoja, o liberou.

A história deste rapaz é digna de um bom filme que mistura ação e terror. A persistência dele em continuar afirmando que matou o companheiro motivado por uma agressão durante uma crise de ciúmes é o que mais intriga os experientes policiais civis da Divisão de Homicídios.

As mentiras começaram a aparecer logo que Rafael Pantoja voltou ao estado normal. Com estilo franzino, ele fazia questão de dizer que tinha apenas 17 anos, quando na verdade tinha completado recentemente 25 anos. Um dos primos dele, quando soube do fato, relatou que Rafael era acostumado a inventar histórias desde criança.

Para corroborar ainda mais com a falsa ideia fixa do “réu confesso” de que teria cometido o crime às 3h30 da segunda-feira (20), uma nova versão surgiu, colocando por terra esta afirmação. O pai do rapaz disse que até as 4h daquele dia ele estava bebendo com familiares no Murinim.

“Como ele matou neste horário se todo mundo viu ele lá?”, comentou o pai do rapaz com a delegada Cristina Esteves, que também esteve envolvida no caso, inclusive ouvindo, durante a noite de segunda-feira, o longo depoimento de Rafael Pantoja.

Observando as formalidades legais, a delegada Claudia Renata Guedes informou que não caberia enquadrá-lo por falsa comunicação de crime, uma vez que Rafael era parte do processo. “Vamos instaurar inquérito para apurar o que ele disse e, caso haja novidades, estamos com os endereços dele e de familiares e certamente ele será preso”, finalizou a delegada.

Quando deixava a Divisão de Homicídios na manhã desta terça-feira (21), o DIÁRIO mais uma vez conversou com Rafael Pantoja, que não usava mais roupas femininas. Ele continuava jurando pela “fé da mucura” que tinha matado o companheiro.

(Diário do Pará)

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