Dois rapazes, torcedores do Clube do Remo, e integrantes da torcida proscrita (ilegal) “Remoçada”, foram baleados por quatro integrantes da torcida também proscrita “Terror Bicolor”. Os fatos se passaram na passagem Maria, próximo da travessa Padre Eutíquio, bairro da Cremação, cerca de 200 metros da seccional de Polícia local.
As vítimas são Diogo Costa do Nascimento, conhecido como “Porquinho”, e seu colega Adailton, conhecido por “Dadal”. Os dois contaram que conversavam em frente da casa de Diogo, as 22 horas de anteontem, quando um automóvel preto, marca Polo chegou. Uma mulher estava no volante e três homens como passageiros, sendo dois no banco de trás.
Foram esses que estavam armados, um com pistola e outro com revólver, que, de dentro do veículo, deram vários tiros na direção de Diogo e Adailton. O primeiro foi atingido no abdômen. O outro, nas pernas. Após os tiros, os agressores fugiram. Familiares e vizinhos de Diogo, logo prestaram socorro para ele e o amigo, levando-os para o hospital do PSM Guamá, onde foram internados.
Na manhã de ontem, a mulher de Diogo, Silvana Silvestre, soube que ele havia sido submetido a uma cirurgia e estava, em estado de coma, na UTI do hospital. Adailton estaria fora de perigo. Silvana registrou o crime na Seccional da Cremação.
PRESOS LOGO DEPOIS
Uma equipe de investigadores da Seccional da Cremação, fazia ronda na madrugada de ontem, e suspeitou de ocupantes de um automóvel Polo, que passava próximo da equipe policial, com os vidros do carro suspensos. Foi feita uma abordagem e o carro revistado, sendo encontrados uma pistola calibre 380 e um revólver calibre 38, além de munição, com os ocupantes, uma mulher e três homens.
Como não havia documentação legal para o uso das armas, os quatro foram levados para a seccional e ali recolhidos, para serem apresentados pela manhã, para o delegado Eliezer Machado, que os autuariam por porte ilegal de arma de fogo. Logo cedo, ontem, ao chegar, o delegado já sabia do baleamento dos dois homens próximo da seccional.
Assim, ele e o chefe de operações Rui, suspeitaram de que os presos pudessem estar envolvidos na tentativa de homicídio.
Interrogados, um deles deu indícios de que o fato ocorrera. Logo depois, uma testemunha os reconheceu, assim como as armas usadas no crime eram provas contundentes. E mais. Nos celulares dos acusados, haviam diversas mensagens de amigos, torcedores bicolores, parabenizando-os pelo baleamento: “São dois otários a menos ...”. Diante dos fatos, o delegado Eliezer autuou em flagrante os quatro acusados.
ACUSADOS
Os acusados foram identificados na seccional como, Willylaio Aleixo Pereira, tido como o dono do automóvel Polo, Samir Costa Assunção, Marcelo Régis de Souza Aguiar, e Michelle Fernandes Fonseca, que dirigia o veículo, na hora do atentado.
Segundo familiares de Diogo, realmente, os acusados fazem parte de uma facção de torcida organizada chamada “Terror Bicolor” e que mantêm desavença com alguns integrantes da também torcida organizada “Remoçada” e que já mantiveram diversos encontros violentos, com 4 mortes do lado da “Remoçada”. Recentemente, o presidente da “Remoçada” foi assassinado.
Segundo o delegado Eliezer Machado, os presos podem estar envolvidos nessa morte, e por isso irá interrogá-los. Segundo a família de Diogo, ele vinha sendo ameaçado e procurado pelos rivais há mais de um mês. Segundo o delegado Eliezer Machado, a vítima, Diogo, responde processo por roubo.
(Diário do Pará)
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