A operação da Polícia Civil realizada na madrugada desta sexta-feira (24), no centro comercial de Belém, resultou na apreensão de mais de 45 mil mídias "piratas". A ação começou a partir das 4 horas no centro comercial de Belém, executada por policiais da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), sob coordenação da delegada Rosamalena Abreu, titular da Delegacia do Consumidor (Decon).
Ao todo, quatro pontos ao longo da rua João Alfredo, principal via do Comércio, foram vasculhados pelos policiais. A equipe chegou de surpresa ao local e conseguiu flagrar um grupo de vendedores informais que prepava-se para se instalar em frente a uma loja, próximo à travessa Padre Eutíquio.
De acordo com a delegada, no momento da abordagem algumas pessoas foram supreendidas comprando itens para revenda. Um depósito foi arrombado e no local encontradas centenas de mídias, entre CDs, DVDs e jogos eletrônicos, escondidos dentro de recipientes de isopor lacrados com fitas gomadas. Tudo foi retirado do local e colocado em duas caminhonetes da Polícia Civil.
Sete ambulantes foram conduzidos para a Dioe, onde quatro pessoas foram autuadas em flagrante por crime de violação do Direito Autoral. Estes foram identificados como os responsáveis pela venda do produto. O material apreendido será periciado e permanecerá à disposição da Justiça para ser destruído.
Esta foi a maior apreensão de mídias "piratas" do ano. A delegada detalha que nas últimas semanas várias pessoas presas com mídias "piratas", em diferentes pontos da capital, informaram, em depoimento, que adquiriram os produtos no centro comercial de Belém, de outros vendedores informais. Diante da informação foi feito um levantamento na área, onde foram identificados os locais de concentração dos pirateiros. Por estratégia, para tentar evitar uma abordagem policial, os vendedores passaram a comercializar os produtos de madrugada, a partir das 4 horas, horário em que outros vendedores vão ao comércio de Belém para adquirir os produtos para revenda.
A delegada ressalta que por trás da comercialização de mídias "piratas" estão escondidos outros tipos de crimes, como o tráfico de drogas e o contrabando. "As mídias são trazidas à capital paraense de outros Estados, de forma ilegal. Somente este ano, até o momento, cerca de 30 operações de repressão ao comércio ilegal de mídias "piratas" já foram realizadas na capital. E essas açõs devem continuar", antecipou. (As informações são da Agência Pará)
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