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POLÍCIA

Caso advogado Fábio Téles volta à tona

A justiça ouviu, na semana passada, o depoimento das testemunhas de defesa e acusação sobre o caso do assassinato do advogado Fábio Teles, 29 anos. O crime aconteceu na noite do dia 21 de julho de 2011, em Cametá, nordeste paraense. De acordo com o presid

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A justiça ouviu, na semana passada, o depoimento das testemunhas de defesa e acusação sobre o caso do assassinato do advogado Fábio Teles, 29 anos. O crime aconteceu na noite do dia 21 de julho de 2011, em Cametá, nordeste paraense. De acordo com o presidente da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil Secção Pará (OAB/PA), Clodomir Araújo, foram três dias de audiências. Após os interrogatórios, a acusação requereu uma nova acareação entre algumas testemunhas que forneceram informações contraditórias. “O juiz vai analisar o nosso pedido e até o final de setembro uma nova audiência poderá ser feita”, destacou Clodomir.

Ao todo seis pessoas são acusadas de participar do assassinato do advogado. Eles vão responder pelo crime de Homicídio Qualificado. O último a ser preso foi empresário cametaense José Maria Mendes Machado, acusado de ter sido o mandante da execução. Zé Maria, como é conhecido, foi preso e capturado pela polícia em maio deste ano, em João Pessoa, na Paraíba.

Também permanecem presos Rosiverson de Souza Almeida, o “Passat”, que é acusado de ser o intermediário do crime porque teria contratado os pistoleiros Vitor Eduardo Moreira, o Vitinho, e Gleison Araújo, conhecido como “Cowboy” – ele também teria fornecido a arma para o crime. Além deles, também está preso o mototaxista José Horlando Trindade Oliveira, mais conhecido como “Branco”, que era informante dos pistoleiros.

Para o advogado, o que mais chama atenção no caso foi o motivo porquê o crime aconteceu. “O Fábio teria movido duas ações trabalhistas contra o empresário, dono da Tecidos Cametá e já preparava a terceira ação. Além destas, ele tinha conseguido a liberdade provisória de um acusado de furto na loja de Zé Maria”, comentou.

CRIME

Fábio estava em casa, junto com o filho, quando foi chamado pelos pistoleiros. Ao atender a porta, foi executado com nove tiros: três na cabeça, três nas costas e outros três nas pernas e braços. O advogado não teve tempo para reagir.

(Diário do Pará)

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