Um trabalho do Serviço de Inteligência da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar, comandada pelo major Silva Júnior, levou os policiais militares a desmontarem parte de um esquema criminoso que era comandado por um homem conhecido como “Pica-Pau”, que tinha como base a comunidade de Jupuhuba, no município do Moju, no Baixo Tocantins.
Durante uma incursão comandada pelo capitão Hilton e pelo comandante do destacamento do Moju tenente Gama, na comunidade do Jupuhuba, foram presos Dinei de Oliveira Damasceno, de 25 anos, e Raimundo Julião da Silva, de 55 anos, conhecido como “Dedo Duro”, que estavam de posse de três motocicletas e várias armas e munição, além de motosserras e dinheiro.
No local os policiais militares encontraram um verdadeiro arsenal que dava para iniciar uma guerra. Foram apreendidas em uma das casas uma cartucheira calibre 12, uma espingarda calibre 44 e uma arma caseira calibre 20.
Em outra casa que servia ao bando do “Pica-Pau” foram encontradas cinco armações de arma caseira, 30 cartuchos de pólvora, três motosserras, uma cartucheira calibre 28, três armas caseiras calibre 36 e dinheiro, sendo R$ 367,00 em cédulas, R$ 100,00 em moedas de um real, R$ 93,00 em moedas de R$ 0,50, R$ 146,00 em moedas de R$ 0,10 e R$ 47,00 em moedas de R$ 0,05.
Quando os policiais chegaram à comunidade do Jupuhuba foi um alívio para os moradores, uma vez que o bando do “Pica-Pau” vinha aterrorizando quem ousasse denunciá-lo à polícia, e ao identificarem uma das casas, Raimundo Julião, conhecido como “Dedo Duro”, disse que ali funcionava uma oficina de conserto de armas, sem que mostrasse qualquer documento que autorizaria tal feito.
Em depoimento perante o delegado Roberto Gomes Neto, o lavrador Raimundo Julião da Silva disse que estava em sua residência quando os policiais chegaram perguntando sobre a fabricação de armas caseiras, tendo este permitido a entrada, ocasião em que eles encontraram o arsenal que estava, segundo “Dedo Duro”, para ser consertado.
Os policiais também evidenciaram a participação de Dinei de Oliveira Damasceno nos crimes, enquanto o principal alvo, um homem que a Polícia Militar conhece apenas pelo apelido de “Pica-Pau”, conseguiu furar o cerco se embrenhando na mata.
“As operações são planejadas e realizadas com o objetivo principal de aumentar a sensação de segurança e dar tranquilidade pra sociedade mojuense, conseguimos assim tirar de circulação parte de uma quadrilha que vem atuando principalmente em assaltos a ônibus e vans, além do duro golpe na logística armada do perigosíssimo Pica-pau chefe da quadrilha que infelizmente empreendeu fuga” afirmou o major Silva Júnior.
(Diário do Pará)
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