A Polícia Civil vai ter que trabalhar muito para descobrir quem matou Gilberto da Costa Moreira, de 49 anos, que morava com a família na rua da Brasília, na localidade Águas Negras, em Icoaraci, executado com dois tiros na cabeça enquanto dormia em uma rede no pátio da residência.
O crime aconteceu por volta das 5h desta segunda-feira e as possíveis testemunhas, que têm medo de aparecer, relataram, muito reservadamente, que os assassinos eram dois homens em uma motocicleta preta que se aproximaram da grade e dispararam quase à queima-roupa contra a cabeça de Gilberto.
As primeiras informações foram colhidas no local por policiais militares do 10º Batalhão, que estavam na viatura 9313. Segundo o cabo M. Augusto, quando a viatura foi acionada, o rapaz já estava sem vida dentro da rede onde dormiu na noite anterior.
No local funciona um salão de beleza que pertence à irmã da vítima. O local é separado da rua apenas por grades que dão acesso ao interior da residência. Segundo familiares, Gilberto Moreira ficou acordado até as 23h e depois pegou a rede e armou no local até ser executado a tiros.
Familiares relataram à delegada Maria Cristina Esteves, da Divisão de Homicídios, que a vítima seria usuária de drogas e o crime pode estar relacionado a alguma dívida com traficantes que infestam a área. “Nos passaram que a vítima era viciada e dentro desta linha vamos também investigar”, disse a delegada Cristina Esteves,
Investigadores da Divisão de Homicídios procuraram colher o maior número de informações para que a Polícia Civil possa elucidar o crime dentro do prazo de 30 dias, identificando e prendendo os assassinos, que fugiram na motocicleta, pegando a estrada do Maracacuera.
O DIÁRIO conversou com uma testemunha que mora próximo à casa da vítima, que disse que estava escovando os dentes quando ouviu dois disparos de arma de fogo muito próximo e, ao sair na rua, ainda viu os assassinos em disparada dobrando a rua da Brasília.
Familiares disseram também à polícia que, logo que ouviram os disparos, “que pareciam ser dentro da casa”, saíram e observaram a rede de Gilberto Moreira ensanguentada e ele já sem vida. “Os disparos foram dados por dentro da grade e, como ele dormia com a cabeça voltada para a rua, foi quase à queima-roupa”, ressaltou um dos peritos do Instituto de Criminalística.
Muitos curiosos acompanharam o trabalho da equipe de levantamento de local de crime do Instituto de Criminalística e da remoção, bem como o trabalho feito pela Divisão de Homicídios e Polícia Militar com o isolamento da área.
(Diário do Pará)
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