O policial militar reformado Jorge Jesus da Silva, de 42 anos, é o autor do crime macabro que chocou a população paraense na sexta-feira passada (24). Ele foi preso na manhã de hoje (28) e confessou ter decapitado o sobrinho identificado como Iran Diego Pinheiro Araújo, cujo corpo foi encontrado em um terreno baldio, próximo de uma casa em construção abandonada, no bairro do Curuçambá, em Ananindeua.
No domingo (27), a Polícia Militar recebeu uma ligação anônima com informações sobre o paradeiro do homicida. Jorge foi encontrado em sua residência, que também foi cena do crime, e preso por equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar, lideradas pela delegada Daniela Santos, da Seccional do Paar.
A casa fica no Conjunto Parque Modelo II, próxima ao local onde ele despejou o corpo do sobrinho. Nas paredes ainda era possível ver o sangue da vítima, além do facão, um terçado e um pedaço da rede que podem ter sido usados para envolver o corpo da vítima.
Em seguida, o acusado foi levado para a seccional do Paar e foi interrogado pelo delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, responsável pelo inquérito.
O CRIME
Segundo o acusado, Iran estava desaparecido há cerca de cinco anos após ter cometido o assassinato da própria mãe – irmã de Jorge – e lhe roubado a quantia de R$ 5 mil.
Ele contou que reencontrou o sobrinho próximo a um shopping center e que depois seguiram para a sua casa, onde teria dado roupas e servido comida à vítima, quando começaram a discutir.
Para a polícia, Jorge afirmou que "cortou a cabeça para não pensar e as mãos para não manipular" e que usou sal e óleo - o que levantou suspeitas de um ritual satânico - porque a vítima "estava com um espírito mau no corpo".
(DOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar