Um princípio de motim, no início da manhã de ontem, agitou detentos da central de triagem da Cidade Nova, em Ananindeua. Segundo os agentes prisionais, o tumulto começou por volta das 5h, quando cinco presos danificaram uma cela e em seguida invadiram o corredor da unidade penal. “Assim que o motim foi detectado nós entramos em contato com a equipe da Rotam e em pouco tempo tudo foi resolvido, pois como eram apenas cinco detentos que estavam à frente da ação, eles não tiveram condições de criar nenhuma resistência”, afirmou Anderson Palheta, diretor da central de triagem.
Segundo ele, os cinco presos que causaram o tumulto, estavam em uma cela conhecida como “cela forte”, que é indicada para os detentos que mais apresentam ameaça ao restante do grupo. “Todos os rebelados estavam desde a madrugada de segunda-feira na cela forte porque eles foram identificados como os responsáveis por uma tentativa de fuga no domingo à noite (26). Pois, na cela que os cinco estavam anteriormente foi descoberto um buraco no teto, provavelmente, escavado com pedaços de ferro”, explicou Palheta. De acordo com o tenente Carlos, da Rotam, o motim foi controlado de forma pacífica. “Como eles estavam em minoria, em nenhum momento houve resistência ao nosso trabalho. Por conta disso, conseguimos conter o motim de forma rápida e eficiente e ainda aprender os diversos estoques (arma artesanal feita em presídios) usados pelos rebelados”, contou o policial, que esteve à frente a operação.
Após o trabalho de controle da Rotam, os cinco detentos foram levados para seccional anexa à central de triagem para serem autuados pelo crime de danos ao patrimônio público. Segundo Palheta, apesar da gravidade da ação, todos os presos envolvidos serão encaminhados novamente à central de triagem, mas devem ficar em celas distintas.
SUPERLOTAÇÃO
“O ideal é que eles fossem transferidos para outro local, mas sabemos que a superlotação também atinge outras unidades da Susipe. A central de triagem da Cidade Nova tem 130 vagas, mas atualmente é ocupada por 269 presos. Apesar do trabalho que a Superintendência vem realizando no Estado para conter esse mal, nós sabemos que a superlotação é um dos nossos maiores problemas”, ressaltou diretor.
VISITAS CONTINUARAM
O tumulto realizado no dia marcado para visitas não alterou a programação da central de triagem. De acordo com o diretor da unidade, as visitas deveriam seguir normalmente sem nenhum tipo de alteração. “Como as visitas de hoje (ontem) são destinadas para as celas que não apresentam nenhum problema, não existe a necessidade delas serem suspensas. Elas seriam canceladas se fossem em algumas das celas de rebelados ou se prejudicasse o nosso trabalho”, garantiu.
(Diário do Pará)
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