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POLÍCIA

Roubou bicicleta e foi linchado pela população

Roubei porque eu precisava de dinheiro para comprar comida”, alegou Ronildo Ribeiro Alves, vulgo “Moreno”, de 21 anos, que roubou uma bicicleta e depois foi espancado por populares, escapando por muito pouco da morte. O caso foi no final da noite da últim

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Roubei porque eu precisava de dinheiro para comprar comida”, alegou Ronildo Ribeiro Alves, vulgo “Moreno”, de 21 anos, que roubou uma bicicleta e depois foi espancado por populares, escapando por muito pouco da morte. O caso foi no final da noite da última terça-feira(28), no quilômetro 8 da rodovia BR-316, no município de Ananindeua. Após ser “salvo” por uma guarnição da Polícia Militar, ele recebeu atendimentos médicos e foi levado para prestar depoimento à Polícia Civil. O comparsa dele conseguiu escapar. O cabo PM Fernando, da viatura 8305, da 21ªÁrea Integrada de Segurança Pública/25º Batalhão de Polícia Militar (BPM),disse que foi informado pela vítima que havia acabado de ser assaltada.

“Fazíamos ronda ostensiva pela área quando a vítima fez sinal para a nossa viatura e disse que havia sido assaltada. Ela entrou na viatura e conseguimos localizar o suspeito na entrada do Conjunto Julia Seffer. Nos deparamos com ele sendo espancado pela população e quando chegamos nós o salvamos porque quase ele não escapa da morte nas mãos da ‘justiça popular’. O comparsa dele fugiu”, falou.

Ronildo foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Ananindeua, onde recebeu atendimentos médicos e em seguida foi conduzido para a Central de Flagrantes da Seccional Urbana da Cidade Nova. Questionado sobre o caso, “Moreno”, reincidente por crime de roubo, disse que ia vender a bicicleta para comprar comida. “Eu não estava armado e só anunciei o assalto, no ‘guelo’ mesmo. Roubei porque eu precisava de dinheiro para comprar comida. O ‘negócio tá pegando’. Eu procuro emprego, mas todo mundo fechas portas na minha cara”, alegou. Ele disse que se sente arrependido e agradeceu a Deus por ainda estar vivo. “Agora estou arrependido pelo o que fiz.

Se não fosse a polícia eu estava morto. Mas se ainda estou vivo, tenho que agradecer a Deus, não a polícia”, finalizou.

“Eram dois e um deles apontou uma arma na minha cintura e levaram a minha bicicleta. Gritei e algumas pessoas foram atrás deles. Logo depois vi uma viatura, fiz sinal e contei o que aconteceu. Mais em frente nos deparamos com um monte de gente espancando o rapaz.

Tive pena de vê-lo apanhando porque eu mesmo o perdoo. E imagino que este seja o último assalto que ele cometeu”, disse.

(Diário do Pará)

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