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POLÍCIA

Jovem é fuzilado no Guamá com 7 tiros

O jovem Rodrigo Pontes Pantoja, 19, sem profissão definida, foi assassinado por volta da meia noite e meia do sábado para domingo, na avenida Barão de Igarapé Miri, nas proximidades do Riacho Doce, no Bairro do Guamá. A lei do silêncio imperou no local on

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O jovem Rodrigo Pontes Pantoja, 19, sem profissão definida, foi assassinado por volta da meia noite e meia do sábado para domingo, na avenida Barão de Igarapé Miri, nas proximidades do Riacho Doce, no Bairro do Guamá. A lei do silêncio imperou no local onde ninguém sabia de nada, ninguém viu nada. Só não puderam negar os tiros que foram ouvidos por muita gente que estava no local na hora do crime.

Nem mesmo a polícia sabia informar se o criminoso chegou de carro, de moto, de bicicleta ou a pé. Os peritos da Divisão de Homicídios que estiveram no local constataram sete perfurações de bala de grosso calibre, provavelmente 38. A maioria das perfurações era na cabeça, mas a vítima também recebeu tiros nos braços, na virilha, pescoço e até no pé. Nenhuma cápsula de bala foi encontrada no local.

Um dos tiros estilhaçou o osso do braço esquerdo da vítima. Um tiro na nuca foi disparado provavelmente depois que o jovem já estava caído. Outras perfurações nos dois braços indicavam que Rodrigo tentou se defender do agressor. Familiares da vítima não quiseram falar nada e demonstraram hostilidade, rejeitando qualquer aproximação da imprensa.

Segundo o cabo Reis, da 3ª Companhia do 20º Batalhão da Polícia Militar, que chegou primeiro ao local do crime, nem mesmo o vigia da casa que fica bem em frente onde a vítima caiu morta, quis falar alguma coisa, alegando que estava no quintal na hora do crime e ouviu somente cerca de 10 tiros. O militar afirmou que Rodrigo era conhecido como “Ro Ro” e já era conhecido da polícia pela prática de assaltos no Bairro.

A delegada da Divisão de Homicídios, Cristina Vale Esteves, conseguiu mais informações na área e descobriu que o motivo do crime teria sido uma briga entre facções rivais. “Foi vingança. Ele se desentendeu com outro elemento do Guamá e estava sendo ameaçado”. Ela disse que já tinha um suspeito, mas não quis revelar o nome para não atrapalhar nas investigações. Para a delegada foi uma execução “sem dúvida nenhuma”. Ela também confirmou que a vítima era conhecida pela prática de assaltos no bairro.

“Ro Ro” era filho de Rosangela Maria Batista Campos e Ronaldo Moraes Pantoja.

(Diário do Pará)

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