Um veículo modelo Toyota Pajero, cor prata, invadiu uma residência no início da noite de ontem na Avenida João Paulo II, bairro do Curió-Utinga, em Belém. Segundo testemunhas, no momento do acidente, um homem identificado pelo prenome de “George”, que dirigia o carro, vinha discutindo com a esposa de prenome “Bruna”, grávida de oito meses, que estava no banco do carona. O carro invadiu a cozinha da residência, mas ninguém ficou ferido.
De acordo com moradores, após a colisão o motorista saiu do carro, ainda discutindo com a esposa, supostamente por ciúmes. Ela estava com o nariz sangrando e teria dito que o próprio marido teria lhe agredido. Eles saíram de uma festa na Chácara das Candeias, às proximidades do local do acidente e estariam se deslocando para um hospital, onde ela iria receber atendimentos médicos.
O cabo Mercês, da viatura 9122, da 3ª Companhia (Cia)/1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), disse que os populares ainda tentaram linchar o motorista.
“O casal vinha discutindo por motivos de ciúmes. No momento de realizar a curva ele perdeu o controle e invadiu a casa. Inconformados com a situação, os moradores ainda tentaram linchá-lo, mas foram impedidos pela esposa dele, que está grávida. Vamos permanecer aqui para dar um apoio na situação, pois os populares queriam quebrar o carro”, falou o policial.
“George”, que não foi localizado para conversar sobre o caso. Assim como ele, “Bruna” foi levada para um hospital em outro veículo.
O proprietário da casa, o funcionário público Zacarias de Almeida Pinheiro, disse que estava deitado quando ouviu o estrondo.
“Eu estava deitado na minha cama quando ouvi um barulho estarrecedor. Quando vi, um carro tinha invadido a minha casa. Por sorte, ninguém aqui ficou ferido. Fui lá fora ver o que havia acontecido e o motorista do carro começou a me ofender, dizendo palavras de baixo calão e ainda tentou me bater”, disse.
Indignado com o caso, o funcionário público afirmou que vai procurar meios judiciais para contornar os prejuízos. “Eu vou até a delegacia, registrar um boletim de ocorrência e em seguida vou procurar a Justiça, processá-lo para que ele arque com os prejuízos materiais que tive”, finalizou.
(Diário do Pará)
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