O irmão do sindicalista Pedro Alcântara Gomes de Souza, Ozimar Benjamin de Souza, conhecido popularmente como “Quarenta”, procurou a Imprensa de Redenção na manhã de ontem, para dizer que a família vai se deslocar até Brasília, na intenção de solicitar junto à presidente Dilma Rousseff, proteção para todos os familiares do sindicalista que foi assassinado no ano passado em Redenção, por questões agrárias na região. Quarenta, que é policial militar reformado, disse que todos da família de Pedro Alcântara, que era presidente da Fetraf na região do sul do Pará, estão com medo de serem vítimas de vingança da parte dos participantes do assassinato de seu irmão.
A tensão dentro da família aumentou depois do desaparecimento de Ademar Benjamin de Souza, irmão de Pedro Alcântara, ocorrido há mais de 15 dias, e até o momento a polícia não tem qualquer informação do paradeiro de Ademar, que foi secretário da Fetraf e coordenador das áreas invadidas pela federação na época em que Pedro Alcântara a presidia.
O carro de Ademar foi encontrado queimado na estrada do Bambu que liga o munícipio de Rio Maria à Floresta do Araguaia. De acordo com Quarenta, o carro queimado, permanece no local, onde foi encontrado pela polícia, mas nenhuma equipe de peritos foi solicitada pela Polícia Civil para examinar o veículo. “Meu irmão sumiu há mais de 15 dias e até agora não estamos vendo as autoridades responsáveis pelo caso, moverem uma palha para esclarecer o que de fato ocorreu com meu irmão”, desabafou o ex-policial.
Segundo Ozimar de Souza, os demais integrantes da família de Pedro Alcântara, estão pensando em mudar de Redenção, por estarem se sentindo ameaçados e pelo fato do Estado não ter oferecido proteção policial para eles. Ainda segundo Quarenta, a única solução encontrada por ele e outros dois irmãos, foi buscar em Brasília, apoio que possa resguardar e garantir integridade física dos integrantes da família Alcântara que residem em Redenção.
O CASO
Junto com Ademar desapareceu também Luiz Cláudio do Amaral. Os dois estavam em Rio Maria realizando um serviço de dedetização no prédio de uma agência bancária da cidade.
Depois de receberem pelo serviço prestado, os dois foram vistos em um bar de Rio Maria. O desaparecimento dos dois homens aconteceu no dia 20 deste mês de agosto, por volta das 18 h, quando deixaram Rio Maria com destino à Conceição do Araguaia.
O delegado de Polícia Civil de Floresta do Araguaia, José Taborda, designado para cuidar do caso, disse que o veículo em que os dois desaparecidos viajavam, foi encontrado queimado na estrada vicinal que liga a BR-155 à Floresta do Araguaia, entre às localidades conhecidas por Placas e Matão.
Uma testemunha contou ao delegado que viu quando o carro pegava fogo, por volta das 21h do dia 20.
Taborda adiantou que neste mesmo dia, quando ainda estavam num bar em Rio Maria, um dos desaparecidos teria recebido uma ligação de Conceição do Araguaia, e informou o local onde estavam.
(Diário do Pará)
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