No início da madrugada de ontem Carlos Baia da Silva, vulgo “Urubu”, de 21 anos, foi executado com dois tiros na cabeça, disparados à queima roupa, na travessa 25 de Junho, bairro do Guamá, em Belém. No local do crime, a escassez de informações sobre as circunstâncias do fato dificultam a investigação do caso.
O sargento da PM R. Cunha, da viatura 9425, da 3ª Companhia (Cia), pertencente ao 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM), informou que as prováveis testemunhas do crime não quiseram falar sobre o caso com medo de represálias.
“Nenhum morador quis falar sobre o momento do crime. Aqui ninguém fala nada. Alguns só comentaram que ouviram muitos gritos, correria e todos entraram para as suas casas. Mas ninguém falou quantos criminosos eram, como estavam, se usavam bicicleta, moto, carro ou se estavam a pé. Tudo indica que ele foi vítima de uma execução”, disse.
“LEI DO SILÊNCIO”
Moradores do local evitaram falar com a nossa equipe de reportagem. Supostamente com medo de represálias, a “lei do silêncio” prevaleceu e os curiosos se limitavam ao falar que “o conheciam de vista, mas desconheciam o envolvimento da vítima com a criminalidade”. Nenhum familiar foi localizado para conversar sobre o caso.
Policiais civis da Divisão de Homicídios, comandados pelo delegado Vicente Gomes, foram acionados para realizarem o levantamento de local de crime. Segundo o delegado, “um relatório com as informações coletadas sobre o caso será encaminhado para a Seccional Urbana do Guamá, que investigará o homicídio”.
Após ser concluída a perícia na cena do crime, os peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves concluíram que “Urubu” estaria em pé, de costas para a pista, quando foi alvejado com os dois tiros fatais na cabeça. O corpo dele foi removido para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará pela necropsia.
(Diário do Pará)
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