“Eu era casada com um evangélico. Deixei o meu marido pra ficar com ele e todo mundo comentava que ele não era boa gente, mas eu nunca suspeitei que ele era isso. Nunca vi nada”, desabafou a esposa de Adenílson Ferreira do Nascimento, 35 anos, detido na tarde de ontem com 120 gramas de pasta base de cocaína na rua do Acampamento, entre as travessas Timbó e Vileta, bairro da Pedreira. Adenílson teria ficado anos sendo “avião do tráfico” e recentemente teria passado a ser “chefe”, como ele mesmo definiu.
Com a quantidade de droga encontrada com ele seria possível fabricar até 100 petecas de pasta base. Para a esposa, ele trabalhava como pedreiro, e, segundo ela, os quatro filhos de outro relacionamento eram sustentados por ela mesma. “Ele às vezes ficava com raiva de eu não aceitar o dinheiro dele, mas eu gosto de eu mesma me sustentar”, se justificou espontaneamente ao DIÁRIO.
Enquanto isso, Adenílson confessou o crime, mas alegou não ter passagens pela polícia. A ação que resultou na prisão dele foi comandada pelo delegado Glauco Nascimento, com a participação dos investigadores Vandeco, Dario e João Aquino. O suspeito foi autuado em flagrante por tráfico de drogas na Seccional da Pedreira.
“Eu era casada com um evangélico. Deixei o meu marido pra ficar com ele e todo mundo comentava que ele não era boa gente, mas eu nunca suspeitei que ele era isso. Nunca vi nada”. Lamenta a esposa do acusado.
(Diário do Pará)
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