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POLÍCIA

"Monstro" leva sete tiros no Tapanã

O local do crime, uma viela de difícil acesso na 3ª Rua esquina da travessa Haroldo Veloso, no bairro do Tapanã, segundo a Polícia Militar, é cercado por “bocas de fumo” e isto pode ter motivado o fim de José Carlos Nascimento, de 31 anos, conhecido como

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O local do crime, uma viela de difícil acesso na 3ª Rua esquina da travessa Haroldo Veloso, no bairro do Tapanã, segundo a Polícia Militar, é cercado por “bocas de fumo” e isto pode ter motivado o fim de José Carlos Nascimento, de 31 anos, conhecido como “Monstro”. Ele foi executado com sete tiros no local na noite do sábado (8).

Quando o DIÁRIO chegou ao local, apenas uma viatura da Polícia Militar, sob o comando do cabo Castro do 10º BPM, estava fazendo o isolamento do corpo de “Monstro” sob vistas de pessoas que a todo instante chegavam para ver de perto, pela última vez, o vizinho crivado de balas.

INFORMAÇÕES

As informações levantadas pelo policial dão conta que José Carlos Nascimento caminhava pela 3ª Rua rumo ao barraco onde morava quando foi cercado por dois homens em bicicletas e após um rápido diálogo, que poderia ser cobrança do tráfico, começaram os disparos.
“Ele teria corrido ainda uns cem metros, entrado na vila e, em seguida, em um chagão de uma casa abandonada, já sem forças, caiu sendo atingido por mais cinco tiros, morrendo no local”, informou o cabo Castro à reportagem do DIÁRIO.

Na tentativa de levantar mais pistas sobre o crime, os policiais que atenderam a ocorrência estiveram acompanhados de uma irmã da vítima no barraco onde ele estava morando desde o inicio do ano.

Neste local, o cabo Castro encontrou um estojo com indícios de tráfico de drogas. “Em cima da mesa estava uma lata com duas petecas de paste base de cocaína, plástico e linha utilizada na embalagem de entorpecente, o que demonstra a participação da vítima em atos ilícitos”, afirmou o cabo Castro.

Vizinhos e moradores do local se aglomeraram para ver de perto o trabalho dos policiais civis da Divisão de Homicídios, sob o comando do delegado Lenoir Cunha, e da equipe do Instituto de Criminalística com o perito criminal Wamilton Albuquerque.

A arma utilizada, possivelmente um revólver calibre 38, deixou sete perfurações em “Monstro”. O objeto pode ter sido recarregado após os primeiros disparos ainda na rua, demonstrando que os assassinos estavam ali para decretar mesmo a sentença de morte para “Monstro”.

Pessoas caridosas providenciaram um lençol branco e algumas velas que iluminaram o local até a chegada da remoção pelo Instituto de Criminalística. O caso foi registrado pela irmã de José Carlos Nascimento na Seccional Urbana de Icoaraci, que deve iniciar as investigações para identificar os assassinos da vítima.

(Diário do Pará)

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