Os corpos de seis adolescentes foram encontrados na manhã desta segunda-feira (10), num canteiro de obras da duplicação da Rodovia Presidente Dutra, em Mesquita, na Baixada Fluminense. Os jovens não tinham envolvimento com o tráfico de drogas. Eles estavam desaparecidos desde sábado, quando saíram de casa para tomar um banho de cachoeira no Parque de Gericinó. Para a polícia, a chacina foi cometida como uma "demonstração de força" de traficantes que atuam na Favela da Chatuba, próxima ao parque.
Amigos de infância e moradores de Nilópolis, cidade da Baixada Fluminense, os jovens costumavam ir ao parque nos fins de semana. No sábado, com a demora dos rapazes, o pai de um deles tentou fazer contato pelo celular. O telefone foi atendido por um homem que disse estar "cumprindo uma missão". Em outra ligação, o criminoso disse que ele "deveria fazer outros filhos" porque "aquele já era".
O desaparecimento dos seis jovens - Christian Vieira, de 19 anos; Victor Hugo Costa, Douglas Ribeiro e Glauber Siqueira, de 17; e Josias Searles e Patrick Machado, de 16 - foi registrado na 57ª Delegacia de Polícia (Nilópolis). Na manhã desta segunda-feira, os corpos foram encontrados por operários que trabalham na duplicação da Dutra. Os jovens foram colocados lado a lado. Estavam nus, amarrados e amordaçados, enrolados em lençóis. Foram mortos a tiros e facadas.
Para a delegada Sandra Ornelas, da Delegacia de Nilópolis, os jovens estavam "no lugar errado na hora errada". "Eles não têm passagens pela polícia. Foi uma demonstração de poder dos traficantes para demarcar território", disse a delegada, que classificou o crime como uma "barbárie injustificável". O irmão de um dos adolescentes contou ao site G1 que a família chegou a ir à Favela da Chatuba, para negociar a liberação dos jovens com traficantes. Foram avisados de que os rapazes haviam sido confundidos com "os alemão" (sic), gíria para traficantes de facção rival. O rapaz contou ainda que não houve represália ou ameaça dos criminosos aos parentes dos garotos. (Agência Estado)
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