A Delegacia de Repressão a Roubo de Bancos (DRRB) ligada a Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) apresentou, no início da tarde de ontem, Andreice Coelho Barros, 25 anos, conhecido como “Cabeção”. Ele faria parte do bando que assaltou simultaneamente o Banco da Amazônia e o Banco do Brasil em Novo Repartimento, em maio desse ano. Com a prisão dele, já são 10 pessoas presas ao todo referente a esse caso. A polícia investiga a participação de pelo menos mais dois homens.
“Quinze dias depois do assalto nós prendemos sete integrantes. Um mês e meio depois, aproximadamente, nós prendemos Diego Carneiro e Alan Oliveira da Silva, 27 anos, conhecido como “Playboy do Crime”, esse último apontado como líder do grupo organizado”, pontuou o delegado André Costa da DRRB.
Segundo o delegado, sob a liderança de Alan, o grupo teria assaltado o Banco do Brasil de Medicilândia em setembro do ano passado, depois a agência do Banco da Amazônia de Pacajá e, em fevereiro desse ano, teve uma tentativa de assalto frustrada quando o acampamento deles foi descoberto a cinco quilômetros de Placas, aonde pretendiam assaltar outra agência do Banco da Amazônia. “Na ocasião, o Andreice chegou a trocar tiros com a Polícia Civil no meio do mato. Um dele, chamado de ‘Gaúcho’, morreu na troca de tiros”, relatou o delegado.
Logo depois da tentativa frustrada em fevereiro, Andreice teria se refugiado no Estado de Tocantins, aonde a polícia acredita que funcione a base na qual o grupo organizado se planeja para assaltar outros bancos. Só teria vindo de lá para participar do assalto a Novo Repartimento, em maio. Depois disso, teria fugido por algumas cidades e foi preso numa barreira da Polícia Militar, quando vinha de ônibus de Santarém em direção a Marabá, supostamente para depois fugir do Pará.
MODUS OPERANDI
À exceção do assalto praticado em Pacajá, quando teriam adotado o método “Sapatinho”, aonde parentes de funcionários são feitos reféns para obrigá-los a entregar o dinheiro do banco, todos os outros assaltos (incluindo o de Novo Repartimento) foram no estilo “Vapor”, aonde a ação é feita de forma violenta, fazendo pessoas reféns e com os assaltantes fortemente armados.
Andreice e Alan fariam parte do grupo de aproximadamente seis pessoas que entram na cidade já na hora do crime, geralmente encapuzados, para fazer a abordagem. Integram o grupo outras pessoas que se distribuem na função de simularem que são reféns, olheiros para observarem a rotina do local. São pessoas que ficam em pontos estratégicos observando toda a movimentação, como a aproximação da polícia, por exemplo.
O delegado acredita que cada assalto renda muito mais do que o admitido pelos bandidos. “Nós rastreamos o líder do bando, por exemplo, e temos prova que só numa noite, numa boate de Goiânia, ele gastou cerca de R$ 9 mil”, garantiu.
Contra Andreice já havia um pedido de prisão preventiva decretada, e ele deve agora ficar à disposição da Justiça. O suspeito não quis fazer qualquer declaração à imprensa.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar