A facilidade em ter acesso a cidades distantes e com pouca segurança são atrativos para as quadrilhas acostumadas a assaltar bancos. Ontem, bandidos fortemente armados assaltaram o Banco do Brasil no município de São Miguel do Guamá, no nordeste paraense. Os criminosos chegaram na madrugada, explodindo a agência bancária e causando terror em toda a cidade.
Ações criminosas como essas estão se tornando comuns no Estado. Durante todo o ano de 2011, o Sindicato dos Bancários registrou 42 ocorrências entre tentativas de assalto e assaltos concluídos. De janeiro a agosto deste ano, a entidade já contabilizou 29 situações como essas. A ação que foi usada em São Miguel do Guamá e a principal usada para cometer assaltos é conhecida por “crime vapor” – quando a fachada é implodida por forte artefato explosivo. “Cerca de 70% dos crimes cometidos contra agências bancárias são pelo ‘vapor’. E o foco principal são os municípios do interior, que são distantes do contingente da polícia”, explicou o diretor de Segurança Bancária do Sindicato, Sandro Mattos.
Sandro diz que apenas 5% do dinheiro dos bancos são disponibilizados para a melhoria da segurança. “Esse investimento é muito pouco. Esse valor é dividido em várias coisas e a segurança do local sempre fica por último. Por isso, a quantidade de tecnologia disponibilizada para segurança é tão pequena”, relatou o sindicalista.
Além do crime por vapor, ainda existem as modalidades do crime do “sapatinho”, quando a família do funcionário do banco é feita de refém até que todo o dinheiro disponibilizado na agência seja entregue ao bando, e da explosão em vários pontos simultâneos da cidade, que também é muito usada nos interiores.
(Diário do Pará)
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