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POLÍCIA

Agentes prisionais são feitos reféns por 6 horas

Por mais de seis horas, dois agentes prisionais foram feitos reféns por parte dos 72 detentos do pavilhão D do Presídio Estadual Metropolitano I (PEM I) em Marituba. A ação iniciou às 16h e só chegou ao fim por volta das 22h15 de ontem (13) após horas de

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Por mais de seis horas, dois agentes prisionais foram feitos reféns por parte dos 72 detentos do pavilhão D do Presídio Estadual Metropolitano I (PEM I) em Marituba. A ação iniciou às 16h e só chegou ao fim por volta das 22h15 de ontem (13) após horas de negociações com representantes da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Pará que foram acionados pelo diretor da penitenciária. Apesar disso, nenhum desses órgãos considerou o ato como motim ou rebelião, e sim como uma “reivindicação”.

Segundo informações obtidas dos próprios presos envolvidos na situação através de familiares que estavam mantendo contato por telefone, a ação teria começado durante o encerramento do banho do sol, a partir de um suposto tratamento violento por parte de um dos agentes contra aqueles prisioneiros no pavilhão.

“Por causa dele (agente) ter ameaçado e batido em ‘uns’ aqui, muita gente se revoltou. E por medida de segurança, queremos algum representante dos direitos humanos, porque sabemos também que eles vão bater muito na gente”, revelou um dos rebelados via contato telefônico. “Tem um chefe de segurança aqui na porta da cela não deixando os ‘caras’ entrarem”, se referiu o detento às dezenas de homens do Comando de Operações Especiais (COE), Choque e policiamento tático da Polícia Militar (Rotam) que foram chamados para tentar controlar a situação.

Além disso, os presos reivindicavam medicamento - pois muitos estariam sofrendo de tuberculose e leptospirose, não recebendo tratamento adequado - e a volta de visitas, que teriam sido suspensas definitivamente para alguns. Por volta das 22h30, o superintendente da Susipe, André Cunha, o tenente-coronel Jeferson, comandante do Batalhão Penitenciário, ao lado de representantes da OAB – Seção Pará e da Defensoria Pública, declararam que o que houve ontem não chegou a tratar-se de motim ou rebelião, pois, deu-se de forma isolada por parte dos detentos de apenas um pavilhão e encerrou sem que fosse preciso o uso de força de qualquer espécie.

Em relação às reivindicações sobre saúde, o serviço médico já presente no PEM I será reforçado em abril por uma ação do Pro-Paz envolvendo vários serviços, além de atendimentos médicos especializados e exames de doenças como HIV e Hepatite.

ASSALTO COM REFÉNS

Quatro adolescentes assaltaram e depois fizeram de reféns duas mulheres na noite de ontem. Próximo à travessa Humaitá, um deles teria fingido que iria atravessar para que a condutora parasse o carro. Nesse momento, um deles apontou a arma e ordenou que ela abrisse a porta. Depois de aproximadamente 30 minutos de negociações, os 4 se entregaram e foram levados à Data.

(Diário do Pará)

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