Um acidente envolvendo um ônibus e um veículo de passeio deixou duas pessoas gravemente feridas e uma morta, no início da madrugada de ontem, por volta de meia-noite. Segundo informações de testemunhas, o carro, modelo Parati, cor cinza, saiu da Travessa WE 38 e atravessou, imprudentemente, a Avenida SN 03, no Conjunto Cidade Nova IV, em Ananindeua, no momento em que o coletivo da linha Paar – São Brás trafegava. Com o impacto do ônibus, o carro foi arrastado por cinquenta metros, deixando as vítimas presas nas ferragens.
Eronilson Pires Costa, 30, que estava sentado no banco do carona, morreu na hora. O impacto do coletivo foi ao lado direito do carro e deixou o veículo totalmente destruído. A parte frontal do ônibus ocupou parte do interior da Parati, local onde a vítima fatal estava sentada, esmagando seu corpo.
O motorista da Parati, José Heber de Souza Aguiar, 28, sofreu vários ferimentos graves, juntamente com a estudante universitária Antônia Priscila Fernandes, de aproximadamente 30 anos, que estava no banco traseiro, foram socorridos em estado gravíssimo para o Hospital Metropolitano, em Ananindeua.
Dificuldades
Uma equipe do Corpo de Bombeiros, lotada no 3º Grupamento de Bombeiro Militar (GBM) foi acionada para socorrer as vítimas. A operação dos bombeiros para retirar as vítimas de dentro do veículo durou pelo menos uma hora. A equipe de reportagem do DIÁRIO acompanhou todo o trabalho dos militares, desde o início.
Segundo o tenente Campos, do Corpo de Bombeiros, que comandou a ação da equipe, as dificuldades para socorrer as vítimas foram grandes. “A parte dianteira do coletivo ficou dentro do carro, esmagando o homem que estava sentado ao lado do motorista. O veículo ficou muito amassado, prendendo as vítimas e foi necessário cortar as ferragens para facilitar o socorro deles. A mulher que estava sentada atrás e o motorista foram socorridos em estado grave para o Hospital Metropolitano. Infelizmente, quando chegamos a vítima do banco do carona já estava morta”, disse.
Risco de morte
O primeiro a ser socorrido foi o motorista. Em seguida, Antônia Priscila, inconsciente e com os batimentos cardíacos muito lentos, foi levada em uma ambulância do Resgate do Corpo de Bombeiros para o Hospital Metropolitano, em Ananindeua. Até a madrugada de ontem, as duas vítimas socorridas tinham o quadro clínico considerado gravíssimo e corriam alto risco de morte.
O motorista do coletivo, que não quis se identificar, conversou com a nossa equipe momento após o acidente. O condutor contou que juntamente do cobrador, eles estavam indo para a garagem deixar o ônibus.
“Não havia nenhum passageiro. Estávamos indo para a garagem e o carro surgiu na minha frente. Ele saiu da WE 38 e atravessou a pista, imprudentemente. Não tive como desviar. Ele apareceu de repente”, falou. Após a reportagem conversar com o motorista, ele não foi mais localizado pela polícia, para falar sobre o caso.
Policiais militares da 2ª Companhia (Cia) / 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foram acionados para preservar a segurança no local. De acordo com o sargento PM Valentim, da viatura 8103, “até o final da madrugada de ontem, o motorista do coletivo não se apresentou na Seccional Urbana da Cidade Nova, para prestar depoimento”.
Conforme o Código Penal Brasileiro, o motorista do coletivo poderá ser indiciado por crime de homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, e responderá em liberdade. (Diário do Pará)
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