Anderson Lima Xavier, de 29 anos, foi preso acusado de realizar um assalto junto com um adolescente de 17 anos, que também foi apreendido, com um revólver calibre 38. Na fuga, quando a dupla se deparou com uma viatura da Polícia Militar, o jovem invadiu uma farmácia e fez duas pessoas reféns por cerca de 30 minutos dentro do estabelecimento.
A ação dos acusados ocorreu na manhã de ontem, quando eles entraram em uma clínica odontológica, abordaram um paciente que estava na sala de espera e roubaram a motocicleta da vítima. Em seguida, na saída da clínica, localizada na WE 16, na Cidade Nova III, os dois se deslocaram para o conjunto Guajará II, no bairro do Coqueiro e na S/N 21 se depararam com a PM.
Com medo de serem revistados pela polícia, segundo o adolescente, ele invadiu a farmácia e fez uma funcionária e clientes de reféns. “A gente só queria vender a moto e ficar com a grana. Mas como a PM ia revistar a gente, corri pra farmácia com medo e garanti minha segurança”. Já Anderson, confessou que usaria o dinheiro do assalto para comprar entorpecentes. “Sou usuário e ía comprar droga pra mim”.
O homem que teve a moto roubada contou que o jovem comandava o assalto. “Ele que anunciou e apontou a arma pra mim. Além da chave, ele também pegou meu celular e a carteira”. Foram recuperados o telefone e uma quantia em dinheiro.
De acordo com o soldado Santana da Silva, da 2° Companhia de Policiamento/6° Batalhão, Anderson tentou fugir na moto, mas o pneu do veículo furou e ele saiu correndo. Mas, minutos depois, o acusado voltou ao local pensando que passaria despercebido no meio da população. “Ele quis enganar a polícia, fingindo que não tinha envolvimento. Mas acabou sendo reconhecido pelos populares que gritaram: “Pega ladrão” e nos apontaram quem era”.
Segundo o homem que estava dentro da farmácia e foi um dos reféns, o adolescente estava nervoso e foram momentos apreensivos. “Quando começaram as negociações, ele disse que não ia me machucar. Mas no início, ele estava com medo e achei que por causa do nervosismo dele pudesse acontecer algo pior”. (Diário do Pará)
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