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POLÍCIA

Polícia investiga tentativa de fraude em concurso

A equipe da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe) continua investigando a tentativa de fraude no concurso público da Polícia Civil aplicado no último domingo (16). Sete pessoas envolvidas em um esquema para fraudar o certame foram presas e

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A equipe da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe) continua investigando a tentativa de fraude no concurso público da Polícia Civil aplicado no último domingo (16). Sete pessoas envolvidas em um esquema para fraudar o certame foram presas em flagrante como resultado de um trabalho de inteligência policial. O plano de fraude era acompanhado por policiais civis na capital e interior do Estado.

Dos presos, seis eram falsos candidatos contratados para fazer a prova no lugar de outras pessoas devidamente inscritas no concurso. Três suspeitos portavam carteiras de identidade falsas em nome dos candidatos. Os outros três presos pretendiam ser beneficiados com o golpe. O sétimo indiciado – Edson Nogueira – foi o responsável em confeccionar os RGs.

As investigações são presididas pelo delegado Rogério Morais, da Dioe, responsável pela lavratura do flagrante. Dois falsos candidatos de prenomes Jonas e Rosivan e outro identificado como Wellington Jonatan Barbosa foram flagrados. Eles fizeram a prova em lugar de Walter Lima Martins, Anderson Paulo de Oliveira Gomes e Brunei Moraes Silva.

As prisões começaram após a informação de que um falso candidato – identificado depois como Wellington Barbosa – fazia a prova em lugar de Walter Martins, em uma sala de aula da Faculdade Ideal (Faci), em Batista Campos, centro de Belém. Assim que terminou a prova, Wellington foi abordado por policiais civis e confessou o crime. Com ele, uma carteira de identidade com foto, mas com o nome de Walter, foi apreendida. Logo em seguida, Walter foi preso em casa, no Jurunas.

Segundo Wellington, foi Jonas – que é economista e cursou direito na Universidade Federal do Pará (UFPA) – quem o contratou para fazer a prova, assim como teria contratado Edson para montar os documentos falsos. Anderson, outro indiciado, é formado em contabilidade, e Walter Martins, em administração. Para fazer a prova no lugar dos candidatos, cada um receberia entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil, em caso de aprovação no concurso.

As investigações serão aprofundadas para apurar a confecção dos documentos apreendidos. A Polícia Civil ressalta que não houve vazamento de questões da prova, e tampouco a fraude chegou a ser consumada. Este foi o terceiro esquema montado para tentar fraudar concursos públicos no Pará que a Polícia desarticulou somente este ano.

Em abril, a ação policial impediu a fraude no concurso da Guarda Municipal de Belém. Nove pessoas foram presas em flagrante. Elas faziam parte de dois grupos que pretendiam ser aprovados no certame com o envio das questões do gabarito via telefone celular para candidatos dentro de sala. Um dos candidatos era um “dublê”, que iria fazer a prova em lugar de outra pessoa.

O esquema foi desarticulado graças à intervenção da Polícia Civil, por meio da Dioe e do Núcleo de Inteligência Policial (NIP), que disfarçaram policiais civis como fiscais de prova, para desmontar o plano de fraude. As investigações mostraram que um dos presos, Johnny de Oliveira Chermont, ofereceu a quantia de R$ 10 mil para David Chagas dos Santos, que é guarda municipal de Ananindeua, fazer a prova em seu lugar.

Para tanto, Johnny forneceu a David uma carteira de identidade falsificada. No documento, estão os dados de Johnny, porém a foto é de David. Conforme o delegado, Johnny já tem passagem pela Polícia por assalto. David, de posse das questões, iria passar as informações para Johnny, por meio de mensagem de texto no celular com as questões da prova.

Já em agosto, quatro pessoas foram presas, em Marabá, sudeste do Pará, apontadas por envolvimento no esquema que visava fraudar o concurso público para cargos na Polícia Militar. Entre os acusados, na ocasião, estava o policial militar Tonny Duarte Costa, 30 anos, lotado na 1ª Companhia da Polícia Militar, de Araguatins, no Estado de Tocantins, e outros três homens: Agno Lima Bezerra, Ruan Kelson Pereira dos Santos e Antônio da Silva Santos.

Segundo o plano, o policial militar faria a prova e, em seguida, repassaria o gabarito em uma mensagem de texto para os telefones celulares dos comparsas, que também faziam o exame. O militar receberia a quantia de R$ 10 mil de cada pessoa em caso de aprovação. As denúncias foram investigadas pela Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). O trabalho investigativo foi feito em conjunto com o Núcleo de Inteligência da Polícia Civil, Dioe e Comando Geral da PM. (Agência Pará)

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