“Tio, já tá feito o serviço”, teria dito por telefone a pessoa que efetuou os três tiros na execução de João Paulo dos Reis Oliveira, 29 anos, no início da tarde de ontem. O crime foi praticado na rua São Sebastião, próximo ao residencial Olho D’água, no Distrito Industrial de Ananindeua. Pelas características do homicídio, a polícia acredita na hipótese de “acerto de contas”. A pessoa que foi vista ao telefone relatando o sucesso da ação teria sido observada na companhia de mais outra pessoa na ocasião.
Nenhuma das dezenas de pessoas que foram observar o local do crime declarou conhecer a vítima, o que levou a polícia a acreditar que João Paulo não era morador do Distrito Industrial. “Nós não conseguimos identificar nenhum parente, e nenhum conhecido dele aqui. Tudo indica que ele não era daqui”, confirmou o cabo Saraiva, da viatura 8315 da Polícia Militar, 25º BPM.
Segundo o investigador Siqueira, da Seccional de Ananindeua, os dois atiradores estariam a pé, e após os disparos teriam fugido até a ocupação “Helderlândia”, que é vizinha ao residencial “Olho D’água”. “Acreditamos que a vítima teria vindo da Helderlândia quando recebeu os disparos”, declarou o investigador.
De bruços, o corpo ao chão de João Paulo apresentava claramente marcas de tiros de quem foi traído pelas costas, sem ter tido sequer a chance de reagir. Mais um elemento que aponta para um possível “acerto de contas”, provavelmente motivado pelo tráfico de drogas, segundo acredita a Polícia Civil, que já investiga o caso.
(Diário do Pará)
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