Em um ato de revolta e impaciência, dois pedreiros tentaram incendiar um ônibus da linha Benfica/São Brás, no quilômetro 8 da Rodovia BR-316, ateando fogo em uma camisa umedecida de cachaça e jogando-a no tanque de combustível do coletivo. Uma viatura da Polícia Militar foi acionada e os policiais detiveram a dupla, levando-os no início da madrugada desta sexta-feira (21), para a Seccional Urbana da Cidade Nova.
O motivo para o ato “terrorista”, segundo os pedreiros, seria a situação precária dos ônibus da linha, que sempre apresentariam defeitos mecânicos durante os trajetos diários.
João Batista Gomes Duarte, 43 anos, e Luiz Henrique do Nascimento, 21 anos, foram detidos pela viatura 8314, da 20ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp) / 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O soldado PM Vetillo contou que no momento em que a guarnição chegou ao local, vários passageiros estavam aterrorizados e os dois homens tentavam incendiar o coletivo.
“Fomos acionados e quando chegamos, os homens estavam com uma garrafa contendo um líquido inflamável e um deles segurava uma camisa nas mãos, que molhava com o líquido. A intenção deles era colocar dentro do tanque e incendiar o ônibus. Vários passageiros que estavam na pista ficaram com medo”, disse.
DESCASO E REVOLTA
Questionados sobre os motivos, a impaciência e a revolta com o descaso no transporte público foram alegadas pelos dois trabalhadores. João Duarte falou que está cansado de ouvir reclamações do patrão por constantes atrasos ao chegar no trabalho, supostamente causado pela demora do ônibus.
“Eu moro em Murinin e todos os dias eu trabalho o dia inteiro. Espero muito tempo na parada e depois que o apanho, ele dá prego por aí. Não é só este ônibus aí, mas todos desta empresa. Todos são cheios de problemas e a gente que ‘paga o pato’. Nossa intenção era explodir mesmo o ônibus porque na ida e na volta do trabalho o ônibus fica ‘no prego’. Isso não é normal. É revoltante!”, afirmou.
Luiz Henrique contou que pegou a garrafa de cachaça e ia incendiar o coletivo pelos mesmos motivos. “Tirei a minha camisa, molhei com cachaça e enfiei no tanque do ônibus. Depois a gente ateou fogo na camisa e ia incendiar mesmo. Estamos cansados com o descaso que nós vivemos no transporte público em Benevides”, denunciou.
Os dois “terroristas” foram conduzidos para a Seccional Urbana da Cidade Nova, onde prestaram depoimento ao delegado Carlos Alexandre, de plantão na Central de Flagrantes. Segundo a Polícia Civil, um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) seria registrado por crime de ameaça e ambos seriam liberados.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar