Um adolescente de 17 anos foi executado, na noite de sábado (22), com dois tiros na cabeça na rua 13 de Julho com a travessa Quintino, na invasão Carlos Marighela, em Ananindeua. O local é conhecido pelos policiais militares como a “Rua do Tráfico”, devido as inúmeras bocas de fumo existentes no final da rua.
Leandro da Silva Borges foi morto por três homens, estando dois deles armados. Segundo a Polícia Militar, eles seriam “soldados do tráfico”, que ficam nas esquinas para informar a presença da polícia e “coibir” assaltos no local.
As informações foram repassadas pelo cabo Waldemir e soldado Luis Alex, da viatura 8124, integrantes do 6ª Batalhão da Polícia Militar, que passavam no momento do crime e ainda chegaram a perseguir os criminosos que, por conhecerem a área, saíram varando quintais e trocando tiros com a dupla de policiais.
Leandro Borges morava em uma rua próxima no bairro de Águas Brancas, também em Ananindeua, e pelas informações no local do crime teria assaltado duas jovens, tomando o celular. Na fuga, ele teria sido observado pelos “soldados do tráfico”, que o seguiram fazendo a abordagem e disparado contra a vítima. “Eles agem assim para evitar que a PM seja acionada e façam buscas atrás de assaltantes”, informou um policial que conhece a área do Marighela.
A versão tomou proporções a partir da identificação das duas vítimas, que foram levadas para a Seccional Urbana da Cidade Nova para o registro da queixa. As duas teriam reconhecido Leandro Borges como sendo o rapaz que as assaltou.
Uma possível disputa pelos bens conseguidos durante o assalto e que os integrantes teriam se desentendido e brigado também é levada em considerada. Como eles estavam armados, balearam mortalmente o adolescente.
O cabo Waldemir informou que trafegava por uma rua próxima quando ouviu os disparos de arma de fogo e resolveu dobrar na rua 13 de Julho. Ele observou um rapaz caído e três saindo em fuga. “Eu sai em perseguição de um deles que fugiu por uma casa em construção pulou vários quintais, enquanto o soldado ficou no local o crime” afirmou o cabo Waldemir.
Com ajuda de populares e da reportagem do DIÁRIO, o policial com uma lanterna voltou a fazer o trajeto da perseguição encontrando no local um boné, uma sandália e, em uma fossa biológica aberta, foi encontrada uma pistola calibre .45 de uso restrito das forças de segurança, que foi apreendida e encaminhada para perícia no Instituto de Criminalística.
(Diário do Pará)
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