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POLÍCIA

Secretário afasta delegado do caso do vigilante

Nesta quarta-feira (26), o Secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social Luiz Fernandes Rocha afastou o delegado Thiago Rabelo, de Santarém, que estava responsável pelas investigações do caso do vigilante David Martins, morto a tiros pelo poli

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Nesta quarta-feira (26), o Secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social Luiz Fernandes Rocha afastou o delegado Thiago Rabelo, de Santarém, que estava responsável pelas investigações do caso do vigilante David Martins, morto a tiros pelo policial rodoviário federal Carlos André da Conceição.

O policial rodoviário se apresentou espontaneamente na 6ª Seccional de Polícia Civil de Santarém, foi liberado e viajou no mesmo dia para Brasília, sendo escoltado até o aeroporto por policiais militares, trajando também uma farda da PM.

O Secretário esteve na manhã de ontem em Santarém para tomar conhecimento do caso e reunir com o superintendente Gilberto Aguiar, o delegado diretor da 16ª seccional Nelson Nascimento, a diretora do IML Estael Rejane e outros delegados. No lugar do delegado Thiago Rabelo entrará o delegado Silvio Birro para presidir o inquérito policial.

De acordo com Luiz Fernandes, o afastamento do delegado visa garantir total isenção, no entanto ele afirmou a decisão não quer dizer que tenha constatado algum procedimento errôneo. Ele confirmou que todas as perícias foram realizadas pelo Centro de Perícias Renato Chaves (CPC) e o laudo deve sair em dez dias.

As armas envolvidas no episódio foram apresentadas para perícia no CPC. Sobre o fato do réu confesso ter saído da delegacia até o aeroporto de Santarém usando um uniforme da PM, o secretário declarou não haver nada errado nisso, até porque era uma vida que estava sendo preservada naquele momento, disse o secretário.

A respeito da liberação do acusado sem ser autuado em flagrante, o secretário declarou que até que se prove o contrário foi correta, já que a pessoa só pode ser presa em flagrante delito com autorização judiciária e como não houve perseguição, neste caso não se caracterizou flagrante, pois o acusado se entregou espontaneamente.

Sobre o comando da PM, o secretário preferiu não se pronunciar, alegando que este é um assunto para o comando geral da Polícia Militar e de sua corregedoria. (DOL, com informações do repórter Josevaldo Pereira/Santarém)

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