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POLÍCIA

Adolescente forja gravidez e é presa

A esperança de ver o rosto do filho após os nove meses de espera, terminou em um pesadelo. Uma adolescente de 17 anos inventou e afirmou, até o dia de ontem, que estava grávida e que sua filha havia acabado de morrer após ter nascido. O pai da criança, um

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A esperança de ver o rosto do filho após os nove meses de espera, terminou em um pesadelo. Uma adolescente de 17 anos inventou e afirmou, até o dia de ontem, que estava grávida e que sua filha havia acabado de morrer após ter nascido. O pai da criança, uma das vítimas dessa história, atordoado, procurou ajuda na Polícia Civil.

De acordo com o delegado James Moreira, diretor titular da Seccional Urbana de Marituba, o companheiro da adolescente e pai da criança, que não teve o nome revelado, foi até a seccional ontem prestar queixas contra a maternidade na qual sua filha havia nascido e morrido logo em seguida.

“Ele chegou para fazer um boletim de ocorrência contra o Hospital Anita Gerosa alegando que o local não queria liberar o corpo do seu filho recém-nascido e que havia acabado de morrer”, contou o delegado. Se baseando no que a mulher havia acabado de contar a ele, o homem pediu ajuda da polícia para que o corpo fosse liberado para ser velado.

Após o registro do B.O. a polícia foi até o hospital citado pela suposta vítima para apurar informações. No local foi descoberto que a jovem não havia dado entrada na clínica e muito menos dado a luz no local. “Depois de muita diligência, descobrimos que ela havia ficado grávida, mas há oito meses. Logo no primeiro mês de gravidez ela sofreu um aborto espontâneo, mas não comunicou a ninguém e só veio relatar a verdade agora”, contou o delegado James.

Uma das possibilidades para a criação da história seria o possível medo de ser abandonada pelo pai da criança após a descoberta da perda do filho. Para afirmar a falsa gravidez, a jovem usou inclusive um exame de uma tia que realmente estava grávida e forjou o laudo. “Ela usou o exame de ultrasonografia da tia. Foi até um cyber, copiou e só mudou o nome da paciente”, disse o delegado.

Depois da investigação e de prestar depoimento, a jovem foi encaminhada para o Centro de Perícias Cientificas “Renato Chaves” onde seria submetida a exame de corpo e delito para comprovação do aborto espontâneo. Após o resultado do exame, a jovem seria encaminhada para o Pró-Paz de Marituba onde vai receber assistência médica e psicosocial.

(Diário do Pará)

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