Duas versões para um acidente fatal no caótico trânsito na rodovia BR-316, considerada uma das mais perigosas do país, principalmente nos seus primeiros 20 quilômetros, que abrangem em sua totalidade áreas urbanas no centro de duas importantes cidades, Ananindeua e Marituba.
A vítima desta vez, que passa a “engordar” as estatísticas, foi um rapaz de 33 anos que pedalava uma bicicleta no Km-06 da rodovia BR-316 à altura da entrada do conjunto Julia Seffer, em Ananindeua.
O rapaz, que não teve o nome divulgado a pedido da família, seguia no sentido Belém/Ananindeua, o mesmo percurso que era feito por um ônibus da linha Almir Gabriel/Presidente Vargas, quando, de repente, aconteceu a fatalidade. O rapaz foi atropelado e morto no local.
O inspetor S. Ferreira da Polícia Rodoviária Federal apurou duas versões para o acidente e somente a perícia do Instituto de Criminalística vai dirimir as dúvidas quanto a responsabilidade do acidente que vitimou o rapaz.
O motorista do ônibus que se apresentou na barreira da Polícia Rodoviária Federal em Marituba não quis falar com os jornalistas, mas teria informado aos policiais rodoviários que trafegava pela rodovia BR-316 quando aconteceu o acidente, não sabendo dar detalhes, uma vez que estava muito abalado.
Uma testemunha contou ao DIÁRIO que a vítima pedalava a bicicleta próximo ao canteiro central da rodovia e teria batido em uma saliência no asfalto perdido o controle e caído para debaixo do ônibus que trafegava bem ao lado da bicicleta.
Essa versão contradiz a de outra testemunha, que disse ter visto a vítima tentando atravessar a pista da rodovia em um local onde os veículos desenvolvem uma boa velocidade e não há passarelas de pedestres nem ciclovias.
“Ainda é cedo para encontrar o culpado. Vamos ouvir o motorista, passageiros e testemunhas que estavam próximos ou viram o acidente e então poderemos ter uma definição sobre o acidente” informou o inspetor S. Ferreira da Polícia Rodoviária Federal.
O policial alerta que o trânsito é para veículos, pedestres, ciclistas e que todos devem respeitar as normas de trânsito e prezar pela prudência. O motorista após os trâmites na PRF foi encaminhado a Seccional Urbana da Cidade Nova para procedimentos diante da autoridade policial civil.
“Ainda é cedo para encontrar o culpado. Vamos ouvir o motorista, passageiros e testemunhas que estavam próximos ou viram o acidente e então poderemos ter uma definição sobre o acidente”. Inspetor S. Ferreira
(Diário do Pará)
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