Na madrugada de ontem, um homem foi morto a tiros, enquanto seguia de bicicleta pela rua Raimundo Nunes da Rocha, no bairro Dom Aristides, em Marituba. Segundo uma testemunha ocular do crime, Wallace Rafael Santana da Cunha, 22 anos, foi executado sem nenhum motivo aparente. “Ele foi morto de ‘laranja’. Estava no lugar errado e na hora errada. A vítima era para ser outro, mas como os bandidos não encontraram quem estavam procurando, mataram esse rapaz apenas para tocar o terror no bairro e deixar uma mensagem para a provável vítima”, revelou um jovem, que prefere manter o anonimato.
De acordo com ele, o crime foi cometido por três homens armados que estavam em um carro modelo Siena, cor vermelha. “Esses três bandidos me abordaram no meio da rua, em Marituba, me colocaram no carro à força com a intenção de que eu dissesse onde estaria um homem de camisa branca que estaria ao meu lado, na Praça de Marituba, domingo à noite. Eu disse para eles que não conhecia esse homem que eles estavam procurando, mas mesmo assim eles insistiam e com isso, me fizeram rodar com eles no carro por várias horas. Sempre me ameaçando com uma arma na minha cabeça”, explicou a testemunha.
Ainda, segundo o rapaz, que ficou refém por cerca de duas horas, Wallace foi morto apenas para que a provável vítima ficasse sabendo que os três suspeitos estavam na área. “Como eles rodaram por várias ruas comigo e não encontraram o tal ‘rapaz de camisa branca’, eles viram esse Wallace na rua e disseram que iriam matar ele apenas para fazer o terror no bairro”, contou o jovem.
Segundo o delegado José Antônio, da Seccional Urbana de Marituba, onde caso foi registrado, a versão da testemunha não convenceu a polícia, mas mesmo assim será usado no inquérito.
“De acordo com os vizinhos da vítima, esse Wallace tinha envolvimento com o trafico de drogas e sendo assim, ele pode ter sido morto devido a um possível “acerto de contas”. Outra coisa: já que, segundo a testemunha, esse homicídio foi apenas para ‘tocar o terror,’, por quê os bandidos não mataram o refém então, que foi a testemunha ocular da historia?”, questionou o delegado.
(Diário do Pará)
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