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POLÍCIA

Coronel diz que morte de cabo foi fatalidade

Foi a primeira vez que o policial foi em minha casa. Ele foi levar apenas uma encomenda e, em nenhum momento o contratei, tampouco prometi recompensa para fazer os reparos no telhado. Ele insistiu muito para subir, indo para uma parte frontal, onde não ha

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Foi a primeira vez que o policial foi em minha casa. Ele foi levar apenas uma encomenda e, em nenhum momento o contratei, tampouco prometi recompensa para fazer os reparos no telhado. Ele insistiu muito para subir, indo para uma parte frontal, onde não havia problemas. Infelizmente, a morte dele foi uma fatalidade”, disse em depoimento o tenente-coronel da Polícia Militar, Denner Jeferson da Silva, 45, proprietário da casa de onde o cabo também da PM, João Carlos da Silva Brás, morreu eletrocutado após despencou do telhado, caindo em cima da fiação elétrica na última segunda-feira.

Ontem de manhã, o oficial que está há 25 anos na corporação e pouco mais de 5 com o batente, lotado no Batalhão de Policiamento Penitenciário se apresentou espontaneamente junto ao advogado de defesa, por volta das 9h na Seccional Urbana da Marambaia. Ele disse pela primeira vez à polícia, que o cabo foi à sua com o objetivo unicamente de entregar um blevê – distintivo exclusivo do curso superior de polícia – que um coronel aposentado doaria para o tenente.

“Como o coronel está na reserva e ele mora próximo a casa do cabo, ele pediu a gentileza para que me entregasse. Pela primeira vez o cabo que é lotado no mesmo batalhão que eu foi em minha casa. No momento em que ele chegou, eu estava me arrumando para pegar serviço e aguardaria o motorista do batalhão ir me apanhar em casa. Foi quando o policial escutou uma conversa íntima que eu estava tendo com a minha esposa, sobre a minha insatisfação com o trabalho de uma equipe de profissionais na minha casa. Dentre os problemas que continuava eram as goteiras que havia na ante-sala do quarto e no quarto, ou seja, era praticamente no final da casa. Ele se ofereceu mesmo sem a minha autorização. Insistiu dizendo que eram algumas correções simples que ele tinha experiência nisso, pois faz ‘bico’ nas horas de folga. De tanto insistir, deixei ele subir, mas em nenhum momento prometi recompensa. Ele subiu por livre espontânea vontade e por sua conta e risco”, relatou em defesa o tenente-coronel.

“Quando eu estava terminando de me arrumar, ouvi um estrondo muito forte, quando corri para frente de casa, já vi ele pendurado. Foi lamentável. Uma fatalidade que poderia acontecer com qualquer outra pessoa”, acrescentou. O oficial reforçou ainda à polícia que “o cabo nunca havia ido na casa dele, tampouco nenhum policial colocou um prego naquela casa”.

(Diário do Pará)

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