Foi preso ontem de manhã, Carlos Lacerda Farias Gomes, 51, conhecido como “Lacerda”, acusado de ser um dos “piratas” que agem de forma criminosa em roubos a barcos na ilha de Maritubinha I, próximo ao rio conhecido como Furo do Maguari. Após denúncia de uma vítima, que teve o barco e algumas ferramentas roubadas na madrugada da última segunda-feira naquela ilha, policiais civis da Cidade Nova, conseguiram encontrar o acusado e o conduziram até a seccional onde foi autuado em flagrante por receptação. A polícia ainda suspeita do envolvimento do homem no assalto ao barco da Secretaria da Fazenda no último dia 25 do mês passado.
Segundo o chefe de operações da Seccional Urbana da Cidade Nova, Carlos Moreira, o homem já foi preso pelo menos duas vezes, por porte ilegal e roubo. “Ele é acostumado a cometer esse tipo de crime. Na verdade, ele faz parte de uma quadrilha composta por nove integrantes. Ele finge que é pescador com o intuito de observar, a beira do rio, as casas ribeirinhas e os barcos que passam. Além disso, no município de Cametá, ele é popularmente conhecido como ‘Pirata’”, comentou Moreira.
A vítima, dono do barco furtado supostamente por “Lacerda”, disse à polícia que o homem amarrou e espancou o rapaz que vigiava a embarcação naquela ilha, enquanto a vítima estava no distrito de Icoaraci, Região Metropolitana de Belém. “Fui comunicado de que o meu barco junto com motor foi roubado por três homens durante a madrugada de segunda-feira. Os criminosos ainda levaram algumas ferramentas que o rapaz possuía”, relatou Zoraídes dos Santos, o senhor que teve o barco furtado. O idoso denunciou o caso na segunda-feira.
Com “Lacerda” a polícia encontrou, ontem pela manhã por volta das 10h, na ilha onde o acusado junto com os comparsas atuavam alguns objetos que a vítima reconheceu e também redes de pesca, motor de uma embarcação, vários remos e uma caixa de som, que a polícia irá investigar o verdadeiro dono do material apreendido.
Preso na seccional, “Lacerda” negou as acusações. “Já fui preso duas vezes, mas quanto a esse crime que estão me apontando, eu não sei de nada. Sou pescador. Moro no bairro do Icuí, em Ananindeua. Não roubo ninguém”, se defendeu. O acusado foi autuado por receptação, uma vez que parte dos objetos encontrados com ele foi reconhecida pela vítima. O barco ainda não foi localizado pela polícia.
(Diário do Pará)
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