Uma tentativa de assalto a uma casa lotérica, no início da manhã de ontem, no conjunto Marex, em Belém, terminou com troca de tiros e dois assaltantes baleados. A ação começou por volta das 7h, quando dois homens armados e vestidos com uniformes de garis da prefeitura, invadiram uma lotérica, localizada em frente ao canteiro central do conjunto, na avenida Julio Cezar e fizeram reféns os funcionários e o gerente da casa.
“Foi tudo muito rápido. Eles aproveitaram o momento que eu fui levantando as portas de rolo para abrir a lotérica e foram logo invadindo, anunciando o assalto e nos trancando em uma sala que fica atrás do balcão. Como no momento não tinha nenhum caixa com dinheiro, eles só conseguiram pegar raspadinhas e ‘Tele-senas’ que estavam em uma gaveta do caixa”, revelou o gerente da lotérica, Iran Santos.
Assim que saíram da casa de jogos, os dois homens foram abordados por policiais civis e da Ronda Tática Metropolitana (Rotam), que através do sistema de inteligência da polícia, já vinham monitorando a ação criminosa. A operação realizada pela Divisão de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) e comandada pelo delegado Eder Mauro, cercou os dois assaltantes, que pretendiam fugir em um carro modelo Renault Clio, cor vermelha, estacionado próximo à lotérica e que, segundo testemunhas, estava dando cobertura ao assalto.
Como a ação foi frustrada pela polícia, o carro que seria usado para a fuga dos dois assaltantes, não esperou pela dupla e saiu em disparada pelas ruas do conjunto. Impedidos de fugir no veículo, os dois homens que estavam armados com pistola ponto 40 e um revólver calibre .38, começaram a atirar contra os policiais, que revidaram. Os assaltantes acabarm baleados.
Identificados como Gereson Pereira Correa, 33 anos, e Railson de Souza Palheta, 20, os dois acusados foram socorridos e encaminhados para o Pronto Socorro Municipal da Travessa 14 de Março, no Umarizal. Com ferimentos mais graves, Railson foi submetido a uma cirurgia e ainda permanece internado no hospital. Gereson Correa, que foi atingindo por tiros de raspão, não precisou ser internado e após os procedimentos médicos no local, foi encaminhado para a sede do DRFR, no bairro do Marco, onde o caso foi registrado.
Em depoimento à polícia, Gereson disse que não possui passagens pela polícia e afirmou que ação criminosa foi organizada na hora. “Eu já moro aqui há algum tempo, mas sou natural do estado do Maranhão. Nunca tinha me envolvido em assalto. Essa foi a primeira vez e tudo foi decidido em cima da hora. Me arrumaram essa roupa de gari na hora e eu conheci o outro rapaz que cometeu o assalto comigo também naquele instante”, alegou o acusado, que foi autuado pelo crime de roubo qualificado e porte ilegal de arma.
(Diário do Pará)
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