Já estão à disposição da justiça, na comarca de Cachoeira do Arari, no Marajó, Patrício Barbosa Marques, conhecido como “Bala”, 22 anos, e Denílson Pereira Lima, 21 anos , presos por policiais militares e indiciados pela morte do vaqueiro José Francisco Gemaque Alcântara, 17 anos, fato ocorrido na comunidade do Lavrado, zona rural de Pontas de Pedras.
Segundo o relato, a vítima foi morta por motivos fúteis durante uma emboscada praticada pelos indiciados e tão logo praticaram o crime, procuraram se esconder em casas de parentes às margens do rio Anajás, até serem localizados e presos.
A missão de prender os criminosos foi dada à guarnição do sargento Duarte com os cabos Saraiva, Melo, Alípio e soldado Nogueira, que viajaram horas de barco até a localidade do Lavrado. Após interrogarem os parentes de um dos acusados, foi informado que os autores do homicídio estavam escondidos “no mato”.
Um grande cerco foi feito no local de difícil acesso, tendo os policiais militares cavalgado por três horas até chegar à localidade Beiradão. “Quando os policiais chegaram, uma tia de um deles, muito nervosa, resolveu colaborar e informar onde eles estavam escondidos, sendo detidos com uma pistola Taurus 6,35, utilizada para matar o desafeto”, relatou o cabo Melo.
Transferidos para a Delegacia de Polícia Civil de Cachoeira do Arari, perante a delegada Patrícia Pinheiro, Denilson Pereira de Lima confessou que havia uma “rixa” entre ele e a vítima devido uma briga recente. No dia do crime, Denilson estava no bar Cuca Legal juntamente com Patrício quando teria sido provocado por um primo da vítima.
“A confusão se formou e o Patrício pediu a arma que estava comigo, fazendo dois disparos a uns dez metros em cima do rapaz, que estava já montado em um cavalo. Daí nos fomos embora sem saber que ele tinha morrido”, informou Denilson Pereira de Lima.
BRIGA
Patrício Barbosa Marques contou em depoimento que durante a Semana Santa deste ano se envolveu em uma briga juntamente com seu irmão Anderson e com o Denilson, contra a vítima e seus parceiros, “Porquinho”, “Boto”, “Thaca” “Didi” e João Paulo, criando uma animosidade e constantes agressões verbais e ameaças por parte deles que, segundo os acusados, andavam armados de faca.
“A gente já ia embora quando ele, que já estava montado em um cavalo, voltou a chamar para brigar e eu pedi a arma do Denilson para dar um susto neles. Eu não mirei em ninguém só atirei”, tentou justificar no depoimento Patrício Barbosa Marques.
Diante dos relatos a delegada Patrícia Pinheiro autuou Denilson por porte ilegal de arma e abriu inquérito policial indiciando a dupla pelo homicídio que foi vítima o menor José Francisco Gemaque Alcântara.
(Diário do Pará)
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