A cena brutal chamou a atenção dos moradores da rua Santa Maria, bairro da Guanabara, localizada no km 2, da Rodovia BR-316, em Ananindeua, na madrugada de ontem. Um homem identificado por Antônio Rubem Pinto Barata, 43, teve o rosto completamente estraçalhado por um criminoso ainda não localizado. O assassino usou pedaços de pau, pedras e até vasos de planta para desfigurar e esmagar a cabeça da vítima. Apesar da morte dolorosa e com requintes de crueldade, pouco foi dito à polícia sobre o caso.
O cabo PM Adilson da viatura 8111, pertencente a 17ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp) / 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM) falou que a guarnição foi acionada sobre um espancamento através do Centro Integrado de Operações (Ciop 190), mas ao chegar ao local a vítima já estava morta.
“Fomos informados pelo Ciop de que aqui no final da Rua Santa Maria um homem havia sido espancado. Logo que chegamos íamos acionar uma ambulância, mas constatamos o óbito. Os moradores alegam não terem visto nada, nem terem escutado os gritos e muito menos visto o autor do crime. Até o momento não temos informações sobre o paradeiro do assassino”, falou.
DÍVIDA
A Rua Santa Maria é uma rua sem saída. As únicas saídas são a BR-316 e duas passagens que dão acesso às ruas paralelas. O corpo de Antônio estava em frente a última casa. Próximo dele estavam jogados uma bermuda, dois shorts, uma nota de R$2,00, um isqueiro, um relógio, dois anéis, um aparelho celular, uma chave de fenda e um cordão.
Uma testemunha, que não terá o nome revelado, informou que Antônio conversava com outro homem quando começaram a discutir por causa de uma suposta dívida da vítima.
“Eles não moram por aqui. Os dois vieram andando, pararam no meio da rua, aí no final e, conversavam meio nervosos. Eles discutiram, o homem que o matou gritava que ‘queria o dinheiro que ele devia de qualquer jeito’. Em um dado momento, eles começaram a brigar. Depois que a vítima caiu no chão o outro pegou pedaços de pau, pedra e os vasos das calçadas e golpeou o rosto do homem”, contou.
SELVAGERIA
Os golpes descritos pela provável única testemunha do crime foram o suficiente para deformar completamente o rosto da vítima. Ao redor estavam as marcas da fria e cruel cena do crime espalhados em pedaços de madeira quebrados, pedras, ambos sujos de sangue e vasos de plantas, que também foram usados para “quitar” a suposta dívida de Antônio.
Policiais civis da Divisão de Homicídios, comandados pelo delegado Lenoir Cunha, foram ao local do crime para levantar indícios sobre o caso. Peritos do Instituto de Criminalística do Renato Chaves realizaram o levantamento de local de crime.
Todos os objetos encontrados próximo do corpo foram levados para o Instituto Médico (IML) como elementos de investigação. O corpo da vítima foi removido para o IML e aguardará a identificação de familiares, para poder ser liberado.
(Diário do Pará)
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