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POLÍCIA

Vítimas do acidente no Paraná reclamam assistência

O acidente envolvendo um ônibus que levava estudantes paraense a um congresso na cidade de Curitiba no Paraná, e ocasionou a morte de 10 pessoas, no dia 16 de julho, completa hoje três meses. Familiares das vítimas reclamam que não estão recebendo a assis

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O acidente envolvendo um ônibus que levava estudantes paraense a um congresso na cidade de Curitiba no Paraná, e ocasionou a morte de 10 pessoas, no dia 16 de julho, completa hoje três meses. Familiares das vítimas reclamam que não estão recebendo a assistência devida e prometida pela empresa Fantasy Turismo, responsável pela excursão.

Por telefone, a mãe do jovem Otávio de Paula, um dos sobreviventes da tragédia, afirmou que até agora apenas um acordo firmado entre as partes está sendo cumprido que é o pagamento do seguro viagem pela empresa seguradora Nobre, mesmo assim o ressarcimento está sendo feito aos poucos através de pequenas parcelas. "Além do meu filho, outras nove pessoas estão em tratamento. O diretor executivo da Fantasy nunca está disponível, eles passaram toda a responsabilidade para a empresa seguradora que ainda paga parcelado", disse a senhora Ivoneide de Paula.

A mãe da vítima ainda afirmou que não foi devolvido o dinheiro da excursão que teria sido prometido pela empresa. Segundo dona Ivoneide o filho dela teve fratura exposta no braço direito e a preocupação seria com as sequelas que podem ser deixadas pelas infecções.

Outro Lado

Procurado pela reportagem do DOL, o diretor Executivo da empresa Fantasy Turismo, Alexandre Rocha, que está na Serra Gaúcha com um grupo de estudantes, afirmou por telefone que está prestando assistência a todas as vítimas do acidente. "Estou fazendo tudo que é possível. Estou sendo vítima de oportunismo. Algumas pessoas tentam tomar proveito, inclusive, usando notas frias, a seguradora está pagando tudo, mas tem gente extrapolando", disse o diretor.

Segundo o diretor a empresa dele tem até R$ 2.700.000,00 para serem pagos pela seguradora Nobre. Ainda ressaltou que está sendo vítima de oportunismo quando lhe é solicitado serviços, além do que as vítimas atendidas realmente têm necessidade. "Tem pessoas que querem que eu pague o táxi que ficou parado na porta do hospital durante toda a consulta. Outras querem que eu leve para a universidade, para festas de aniversário. Uma van da empresa ficava a disposição, mas tem pessoas com lesões nos membros superiores, que podiam andar, mas não faziam porque tinha o nosso veículo, isso é abuso", afirmou.

O diretor disse ainda que está atendendo as vítimas por conta da credibilidade da empresa que construiu ao longo de 12 anos. "Caso essas denúncias fossem verdadeiras o Ministério Público já teria sido acionado. Trabalhamos em conformidade com a lei, só não dá para atender aqueles que trazem documentos errados", defendeu Alexandre Rocha.

A reportagem do DOL ainda tentou contato com a seguradora Nobre, mas não obteve resposta.

O Caso

O ônibus da empresa Fantasy Turismo saiu de Belém no dia 14 de julho em direção a Curitiba onde estudantes de Ciências da Computação iriam participar de um congresso, mas já próximo a cidade o veículo caiu em uma ribanceira quando trafegava pelo km 55 da rodovia PR-090, entre Ventania e Piraí do Sul, na região central do Paraná na manhã da segunda-feira (16). No acidente, além dos 10 mortos outras 42 pessoas ficaram feridas.

(DOL)

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