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POLÍCIA

Jovem é morto com 6 facadas em Icoaraci

No início da manhã de ontem, um homem, ainda não identificado, e que, segundo a polícia, teria entre 18 e 20 anos, foi morto com seis facadas, no bairro da Campina, distrito de Icoaraci, em Belém. O crime ocorreu na 2ª Rua da Campina, a poucos metros da r

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No início da manhã de ontem, um homem, ainda não identificado, e que, segundo a polícia, teria entre 18 e 20 anos, foi morto com seis facadas, no bairro da Campina, distrito de Icoaraci, em Belém. O crime ocorreu na 2ª Rua da Campina, a poucos metros da rodovia Augusto Montenegro. De acordo com uma moradora da área, que prefere não se identificar, o jovem era usuário de drogas e costumava consumir os entorpecentes em uma praça que fica no canteiro central da Augusto Montenegro. “Horas antes desse rapaz morrer, eu ainda cheguei ver ele com outros comparsas tomando vinho e fumando droga na ‘cara dura’, lá na praça. Apesar de não saber o nome nem o apelido dele, o rapaz já era figura carimbada aqui no bairro.

De onze horas da noite em diante, podia ir lá na pracinha que você via ele”, declarou a mulher. Para a polícia, o crime pode ter sido motivado por desentendimento entre usuários de drogas. Segundo o sargento Martins, da 12ª Aisp (Área Integrada de Segurança Pública), a informação mais divulgada no local afirma que a vítima estava consumindo droga em via pública com outros dois homens, quando recolheu dinheiro entre eles e foi comprar mais entorpecente. “Nisso os outros dois comparsas ficaram esperando. Mas como a vítima demorou muito, eles foram atrás e viram que o rapaz não tinha comprado a droga e ainda por cima, estava sem o dinheiro. Com isso houve um desentendimento entre eles. O que resultou na morte do jovem, que, provavelmente, foi esfaqueado não por um, mas sim pelos dois companheiros do vício”, explicou o policial militar.Peritos do Instituto Renato Chaves e policiais civis da Divisão de Homicídios, sob o comando do delegado Eduardo Rollo, estiveram no local para fazer os primeiros levantamentos do crime. Segundo os investigadores da DH, uma câmera de segurança instalada em uma casa, bem em frente ao local do crime, deve ser usada nas investigações para se chegar até os culpados. “Fora isso, também contamos com o apoio da população, que pode denunciar o caso sem se identificar, ligando para o disque denúncia (181)”, afirmou um investigador da Divisão de Homicídios.Minutos antes da chegada dos peritos, um homem, de aproximadamente 50 anos, passou pelo local e disse conhecer a vítima. “Eu conheço esse rapaz, ele é daqui mesmo de Icoaraci. Mora lá na rua Oito de Maio. Só não estou lembrando do nome dele. Mas, espera ai que eu vou avisar os familiares dele”, disse o homem, que saiu em uma bicicleta e não voltou mais ao local. Até o final da manhã, a vítima, que foi encaminhada para o IML, ainda continuava sem identificação. O caso foi registrado na Seccional Urbana de Icoaraci pelo delegado Carlos Evandro.


PRISÃO DE SUSPEITO

Por volta das 11h foi detido um dos suspeitos de terem participado do homicídio. Jackson Raphael Melo do Rosário, 24 anos, foi encontrado na mesma rua onde ocorreu o crime e confessou ter dado as facadas com a ajuda de um comparsa na última madrugada. A motivação seria vingança por um assalto que teria sofrido da vítima meses atrás.Jackson foi detido após a equipe de investigação da Seccional de Icoaraci ter acesso a gravações de circuitos de segurança de um imóvel próximo ao crime. Ele e o comparsa foram flagrados desferindo os golpes contra o homem. A identidade do outro participante não foi revelado pelo suspeito.“Eu encontrei ele [parceiro] num bar e descobri que ele é meu primo. Contei a ele que o cara [a vítima] me roubou um dia desse meu celular e R$ 40,00 e então decidimos ir lá fazer o serviço”, admitiu. Ele ainda confessou ter lavado a faca utilizada no crime. “Eu não saí de lá de perto porque já ia assumir o que fiz”, alegou.Segundo a delegada Elizete Cardoso, que presidirá o inquérito e é diretora da Seccional de Icoaraci, Jackson deve saber o nome do comparsa e onde ele está escondido, mas por medo ou por companheirismo não quer revelar. “Mas acredito que tão logo intensificarmos as investigações nós chegaremos ao outro envolvido”, acredita a delegada. Realizaram a operação que resultou na prisão em flagrante do jovem os investigadores Serginho e Assunção, sob o comando do chefe de operações Francisco de Assis Magalhães Pinto.

(Diário do Pará)

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